quinta-feira, 26 de junho de 2014


O CARPINTEIRO - TEXTO MOTIVACIONAL



Um velho carpinteiro estava para se aponsentar. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria.

O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu, mas com o tempo era fácil ver que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão de obra e materias primas de qualidade inferior. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira. Quando o carpinteiro terminou seu trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. "Está é a sua casa" ele disse, "meu presente a você."

Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.

Assim acontece conosco. Nos construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes nos não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, nos olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos.Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.

Pense em você como o carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente.

E a única vida que você construíra. Mesmo que você tenha somente mais um dia de vida, este dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade.

A placa na parede está escrito: "A vida é um projeto e faça você mesmo."

Quem poderia dizer isso mais claramente? Sua vida de hoje e o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanha será o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje.
http://valdenycruz.blogspot.com.br/2012/02/o-carpinteiro-texto-motivacional.html

quarta-feira, 25 de junho de 2014

image
Queridos Seres de Luz!
A lei do carma cria a ilusão da separação entre nós humanos,  mas a realidade é que esta separação não existe,  nós não estamos separados uns dos outros e esta é a maior dificuldade que temos, aceitar que não existe separação. Nós não estamos separados dos outros seres humanos e temos a missão de trazer a luz e o amor ao planeta Terra.
Nós criamos o carma através do nosso julgamento do que é o bem e o mal, mas a partir do momento em que acionamos a lei do carma ela deverá ser vivenciada até que possa ser concluída, tanto de forma individual como coletiva. O que acontece é que a transmutação  cármica somente poderá ocorrer quando cessarmos o julgamento do que foi criado como um padrão repetitivo.
O carma é produto do nosso medo e quando tomamos a decisão de mudar o julgamento que o criou conseguimos transmutar o carma pessoal e da humanidade. Por isso é importante elevarmos as nossas vibrações acima dos nossos medos e julgamentos, aprendendo a perdoar aqueles que acreditamos que nos causaram dor e sofrimento.
Com o despertar que está ocorrendo no planeta Terra neste momento passamos a questionar o nosso modo de vida, a nossa existência, as verdades que estamos mantendo e acreditando há tanto tempo. Milhões de seres humanos estão despertando agora, isto os faz perceber novos potenciais para a condição humana. Percebam também que não são necessariamente vítimas de um destino determinado, mas cocriadores de nossas próprias experiências.
Ao desapegarmos do passado e das experiências que vivenciamos estamos abrindo as portas para a liberdade e podemos recomeçar em um outro nível de consciência onde assumimos total responsabilidade sobre as nossas escolhas. Ao fazermos isto estamos transmutando não somente o carma que foram criados, mas padrões cármicos similares através do coletivo humano.
À partir do momento em que transformamos o carma através do amor isto provocará uma mudança que irá interferir na consciência coletiva da humanidade, dando força e coragem a todos aqueles que experienciaram ou estão experienciando padrões cármicos semelhantes.
O carma humano  coletivo será transmutado através de uma mudança no pensamento, na palavra e na ação, isto nos coloca diante de uma maior responsabilidade em relação as nossas atitudes. Hoje nada mais fica encoberto, tudo está sendo revelado, a fim de que possam ser purificadas as energias do planeta e a humanidade possa evoluir além do seu carma pessoal.
Não podemos esquecer que escolhemos a tarefa de vivermos plenamente na luz e no amor para o exemplo de toda a humanidade. Quando fazemos isto, nós transmutamos os padrões cármicos do nosso mundo e abrimos o caminho para a humanidade despertar e seguir atrás de nós, na luz e não na confusão.
Sei que não é uma tarefa fácil esta que escolhemos. Quando reencarnamos recebemos todas as ferramentas que iríamos precisar para completar esta tarefa,  isto está dentro de nós, e temos todo o apoio da espiritualidade.
Não podemos ter receio de nos afastarmos de relacionamentos e ligações que drenam as nossas energias e reduzem as nossas freqüências emocionais, porque nos próximos anos, tais relacionamentos e ligações serão um grande peso para carregarmos.
Precisamos lembrar freqüentemente que temos o livre arbítrio para fazermos as nossas escolha, e não podemos continuar acreditando que estamos sendo limitados por qualquer circunstância da vida, a menos que façamos essa escolha. Estas escolhas devem ser totalmente conscientes, e feitas através do amor e não do medo.
Agora é o momento de voltarmos para dentro de nós e encontrarmos a nossa Divindade, e não de continuamosr a buscar o nosso poder externamente. Para despertarmos plenamente devemos procurar o nosso poder interno a fim de sermos um exemplo para aqueles que despertarão e caminharão atrás de nós.
Se não criarmos uma força interior poderemos ser envolvidos na confusão e na ilusão da terceira dimensão, mas ao nos fortalecermos internamente nos tornamos uma base firme para a evolução da humanidade. Muitos ainda estão vinculados a sistemas de crenças que nem sabem que possuem. Ao nascermos humanos nos sintonizamos no canal do medo e do julgamento porque fomos programados assim. Quando julgamos a nós mesmos e aos outros interferimos nos sinais das novas frequências que estão chegando, por isso precisamos ficar atentos a isto.
Vocês já perceberam que estamos constantemente nos comparando com os outros e aceitando suas opiniões como verdade absoluta e acabamos caindo no auto julgamento. Ou passamos nossas vidas fazendo coisas que pensamos que devemos fazer e sofremos quando alguém nos critica ou se opõe a nós, criando assim expectativas de nós mesmos que seriam impossíveis de serem cumpridas.
É sempre alguém que está fora de nós: um pai, um companheiro, um profesor, a sociedade em geral, um sistema de crenças que nos estabelecem um padrão ou nos dizem o que devemos fazer. Deixamos que eles determinem nossas limitações e nos esquecemos do nosso direito divino, o livre-arbítrio, e ele nos dá o poder de sermos aquilo que escolhermos ser.
Estamos todos os dias dando de presente o nosso poder e isto nos enfraquece, tornando-nos cada vez mais confusos e frustrados, sem falar na exaustão de viver uma vida sem sentido. Todas as vezes em que resistimos à nossa essência divina impedindo o fluxo natutal das nossas energias e nos agarramos de forma obstinada às velhas crenças podemos desencadear problemas de saúde e até mesmo de sobrevivência.
Devemos aceitar que somos diferentes daquilo que pensamos, que podemos escolher o amor e não o medo, que devemos começar a fazer escolhas diferentes em nossas vidas. E quando as fizermos  não devemos questionar se são escolhas certas ou erradas. O Certo e o Errado são manifestações da dualidade e sempre irão variar de acordo com o ponto de vista de cada um. O importante lembrar é que sempre seremos livres para fazermos novas escolhas. Acreditem, não há enganos, só escolhas.
Muitos nem sequer se dão conta de quantas vezes por dia fazem escolhas baseadas nas necessidades e nos desejos de outras pessoas, ou fazem escolhas baseadas naquilo que acham que devem fazer e não no que querem fazer. O pior é que continuam agindo assim por toda a vida sem sequer perceberem isto.
Chegou a hora de sermos responsáveis por nós mesmos, por nossos pensamentos, pelo que dizemos ou fazemos se desejarmos realmente recebermos as novas energias que estão batendo em nossas portas. Nós somos os Cocriadores desta ascensão planetária, somos aqueles que fazemos isto acontecer no planeta Terra, não por meio dos nossos sistemas de crencas, mas apenas por estarmos encarnados e transformando a nossa própria frequência.
Agora é o momento da mudança e estamos sendo chamados para fazermos uma escolha consciente e assumirmos o compromisso de amar em vez de temer. Estamos sendo chamados para servir, nos transformando naquilo que queremos criar em nosso mundo. É assim que acontece, porque o mundo não mudará até que muitos humanos o façam, e os humanos não mudarão até que façamos a escolha consciente de fazermos isto dentro de nós mesmos.
Fiquem na luz.
CARMEN ARABELA
http://carmenarabela.wordpress.com/category/textos-carmen-arabela/
Marcas da Autenticidade
wpid-1524959_3863931053507_1533154398_n.jpeg
Luiz Soares das Terras Nordestinas.
Sem sombra de dúvidas experenciamos muitos fatos e comportamentos, quando adentramos no mundo da espiritualidade. Foi um caminho cheio de descobrimentos, informações, aprendizado, definições que nos tornaram específicos e altamente seletivos. Acreditar na imortalidade da alma passa prioritariamente pela incursão da observação pontual, que culmina, enfim em aceitar a LUZ.
Não podemos reprisar cronologicamente a nossa essência, o sopro amoroso e divino que nos deu a qualidade infinita de filhos do Universo. No velho jargão popular se evidencia o antes, o durante e o depois. A sentença a que nos sentenciamos, por decisão própria ou por influencia, nos desqualificou para entender a amplitude a que somos e pertencemos.
Para melhor nos situarmos seria melhor acreditarmos que fomos, sim, inquilinos de um processo de vindas e idas. Cada vinda seria uma oportunidade de lapidação numa essência que, propositadamente, conscientemente ou inconscientemente nos fez párias. Cada vinda seria como se estivéssemos a retirar camadas e camadas de invólucros, responsáveis pela nossa opacidade.
Quem destruiu a nossa veracidade? Quem criou empecilhos e nos distanciou da fonte suprema? Quem lixou o nosso brilho? Quem nos enfaixou e nos tornou moribundos premeditados? Quem nos induziu a seguir caminhos que nos levaram aos precipícios tenebrosos? Quem nos fez aceitar e nos deixar envolver com o cântico das causas efêmeras? Enfim, quem nos tornou discípulos do medo? Elementar: NÓS MESMOS!
Perdidos e vagando entre as vindas e idas, tentávamos cumprir cada uma das nossas inúmeras oportunidades constituídas. É claro que a máxima pode ser incluída, nesta odisseia sem fronteiras, quando encontramos as muitas desculpas esfarrapadas, do tipo: O homem é o produto do meio! Dize-me com quem andas e eu saberei quem tu és! Não teve as oportunidades e, assim se tornou um excluído da vida! Não foi convenientemente amado por seus pais! Não teve a educação satisfatória! Enfim, é um João ninguém que precisa ser protegido. – Lerdo engano!
A máscara que supostamente seria a responsável por tantos infortúnios existenciais finalmente começa a ser rebentada. Em verdade, se nos somos os únicos responsáveis por nossos atos, porque então tentar colocar a culpa nas causas externas? Multiplicamos euforicamente e individualmente as nossas vitórias; já, em contrapartida tentamos dividir as nossas derrotas, os nossos medos, as nossas lágrimas, perdas, abandonos, insucessos, desamores, etc.
O maior exemplo da verdade absoluta, da grandiosa individualidade, do amor eterno, da força que chega acalmar o mar bravio, do poder de multiplicar o pão, de curar enfermos condenados, de fazer ressuscitar um corpo inerte, foi Jesus.
Infelizmente os inquilinos que compõem a atual humanidade ao invés de buscarem com isto o exemplo enveredaram por um caminho mais simples. Transferiu para ele a responsabilidade de conduzir os nossos desejos, aspirações e sonhos desafortunados.
O termo SE DEUS QUISER representa a banalização do amor próprio. O ser humano se tornou propositadamente um ferrenho abnegado e dependente crônico. Vai chover – se deus quiser! Vai viajar – se deus quiser! O meu time vai ganhar – se deus quiser! Vou tirar na loteria – se deus quiser! Vou ficar curado – se deus quiser! Vou reatar o meu casamento – se deus quiser! Vou… – se deusquiser! Ora bolas se assim seria o nosso destino, o deus que imaginamos e nos tornamos escravos, seria o nosso eterno PATRÃO. Melhor seria ter por ele a carteira de trabalho assinada, gozar férias, receber o décimo terceiro salário, exigir reajustes, adquirir ótimas residências e poder dispor de um luxuoso carrão importado. Eis, portanto a grande diferença entre DEUS e deus. Qual dos dois você adotou?
Ainda temos neste tipo de postulado aqueles que se transformaram em discípulos da manipulação, por puro comodismo. Simplicidade, sem vontade própria. Leem tudo. Rezam novenas e mais novenas. O terço seria a marca registrada do comportamento mecânico. Quem sabe repetindo freneticamente, se lamentando desesperadamente, os céus não nos escutem e nos atendam?
Ainda bem que os tempos presentes nos informam e nos induzem a sermos AUTENTICOS. A razão da ascensão finalmente tomar forma e elimina tais crédulos e suas nefastas dependências crônicas. Os informes são outros. Os dizeres e esclarecimentos são outros. No âmago da questão estamos sendo induzidos a acreditarmos, confiarmos, e nos postarmos como seres iluminados com a LUZ que habita dentro de cada um de nós.
A virtude dos tempos que se anunciam nos transporta para outro tipo de acreditar e agir. Acreditar no que somos e tencionamos ser; e, assim agir em prol de todos. Portanto, estamos por fim assumindo o nosso próprio EU SOU. Com disciplina, dedicação e muita determinação para construir e fazer fluir em cada um de nós, a nossa irrefutável essência divina. Os céus torcem por nós. Os céus nos ajudam a encontrar e poder assim trilhar o verdadeiro caminho da imortalidade. O poder de o EU SER advém do PAI que nos ama e continua a nos amar indistintamente.
http://carmenarabela.wordpress.com/category/textos-de-luiz-soares/

Glândula Pineal


A glândula Pineal é aproximadamente do tamanho de uma ervilha, estando situada no centro do cérebro em uma pequena concavidade atrás e acima da glândula pituitária, a qual se localiza um pouco atrás da base da raiz do nariz. A Pineal está localizada diretamente atrás dos olhos, conectada ao terceiro ventrículo.

A verdadeira função dessa glândula misteriosa tem sido observada há longa data por filósofos e místicos. Freqüentemente, a glândula pineal surge como o centro de nosso relacionamento com outras dimensões, e tem sido assim nas mais variadas correntes religiosas e místicas, há milhares de anos. O mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal, ou epífise, é tida como a sede da alma. Para os praticantes do ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento.

 O filósofo e matemático francês Renê Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”. Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e a alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec?

Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa  dimensão 3D.

Para responder a estas e outras perguntas, a revista Espiritismo & Ciência conversou com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo,
dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretor presidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos ligados à mediunidade.


Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal Mind. A AMESP é uma associação de utilidade pública que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a espiritualidade. O Pineal Mind é minha clínica, um instituto de saúde mental, onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebro-vasculares, ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool.

Temos um setor de psiconcologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro, interessado em entender a relação entre corpo e espírito.

O que é psicobiofísica?

É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.

Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?

Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada.

No relato do Espírito André Luiz, através da psicografia de Chico_Xavier ocorrida em 1943, no livro Missionários da Luz , o orientador Alexandre faz as seguintes considerações: “… analisemos a epífise como glândula da vida espiritual do homem. Segregando energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema_endócrino. Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo_vital, que a ciência comum ainda não pode identificar, comanda as forças_subconscientes sob a determinação direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos…”.

Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal. Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo.

O que é a glândula píneal, onde está localizada e qual a sua função no organismo?

A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers, os elementos externos que regem as noções de tempo. Por exemplo, o Sol é um Zeitberger que influencia a pineal, regendo 0 ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa. 

Agora, o tempo é uma região do espaço. A dimensão espaço-tempo é a quarta dimensão. Então, a glândula que te dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Faz sentido perguntarmos: “Será que a partir da quarta dimensão já existe vida espiritual?” Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato.

Outros animais possuem a epífise? Ela está relacionada á consciência?

Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.

Esta glândula seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?

Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. 

Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção.Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.

A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos?

A Glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.

Entrevista feita por:
Paula Calloni – jornalista
Postado por Felipe Núncio Junior

Por que somos tão vampirizados energeticamente?

Não temos como negar, na maioria dos dias, ao final da tarde, normalmente nos sentimos esgotados.
É comum vir aquele cansaço, aquela tensão, até uma dorzinha de cabeça e mal estar estomacal.
Também vem a falta de paciência e o desânimo.

O MOTIVO: 
estamos exauridos de energia, ou melhor, dizendo, fomos sugados. 
Qual é a causa para tantas perdas de energia? 
Por que somos tão vampirizados na nossa rotina de vida?


São muitos os fatores que podem promover os roubos energéticos,
mas alguns são mais marcantes, logo significativos.
Antes de tudo, é importante dizer que o corpo físico humano só existe 
e se mantém graças a uma força vitalizadora essencial que alguns chamam de fluido vital, 
outros de prana ou simplesmente Ki.
São muitos os nomes dados ao longo da história da humanidade,
mas o fato principal é que somos energia.

A força vital que nos alimenta recebe influência direta dos pensamentos
e sentimentos que desenvolvemos durante o dia,
e é aí que residem os principais detalhes a serem observados quando o assunto for roubo de energia.

Pensamentos e sentimentos ruins prejudicam intensamente
a qualidade da energia que abastece o campo de energia humano.

Da mesma forma, pensamentos e sentimentos positivos 
promovem a manutenção desta bioenergia...

O problema é que somos seres muito emocionais,
o que quer dizer, que facilmente entramos de cabeça em uma ou outra emoção intensa,
e estas por sua vez, são como fogos de artifícios que explodem,
expandem-se e movimentam-se freneticamente.

Quando essa explosão de emoções acontece, seja pelo motivo que for, 
há um consumo excessivo de energia vital e
a bioenergia humana se desequilibra.

Então, junte todos esses acontecimentos do dia,
enumere-os um a um,
e perceba que esses eventos são muito comuns
na vida da esmagadora maioria das pessoas deste mundo.

Seu time perdeu nos pênaltis, você sente um estado de nervoso... 
-Você se desgasta.
Você assiste a uma notícia muito ruim na televisão e sofre com isso... 
-Você se desgasta.
Você sente raiva no trânsito... 
-Você se desgasta.
Você sente medo de não conseguir pagar as suas contas... 
-Você se desgasta.
Você se chateia com um amigo, parente ou cônjuge... 
-Você se desgasta.
Você julga o comportamento alheio, faz muitas críticas... 
-Você se desgasta.
Você reclama da vida, do seu cabelo, do seu cansaço... 
-Você se desgasta.

Todos esses eventos comuns na vida da maioria das pessoas
são os principais responsáveis pelo estado de exaustão energética
que normalmente nos encontramos ao entardecer.

Este fator contribui muito para o aumento da intolerância, 
do estresse, 
da raiva, 
da falta de amor 
e das doenças físicas 
e emocionais no mundo.

Mas a principal causa de tudo isso é o esquecimento...

Esquecer quem somos,
de onde viemos e qual a nossa missão aqui na Terra.

Ter emoções é humano! 

Mas aprender a controlá-las também é uma habilidade humana
de uma pessoa que esteja em sintonia com ela mesma,
com a sua essência ou Eu interior.

Não podemos mais viver no "piloto automático",
sem pensar nossos propósitos e sem cuidar da nossa alma.

Podemos nos encontrar com a nossa essência no banco do trem,
avião 
ou metrô, 
na fila de um banco 
e até mesmo em pequenos intervalos 
de um ou dois minutos que temos antes e depois das refeições.

Não devemos fechar os olhos apenas para dormir,
mas para olhar para dentro.

Precisamos aprender a ouvir o que a nossa essência fala.

E ela fala!

Podemos dar inúmeras dicas que são incríveis
para reverter esse processo de exaustão energética,
ou como dizemos na comunidade espiritualista,

vampirismo energético.
  

Mas a principal dica, ou melhor, 
a causa raiz do problema é que deve ser observada: 

o esquecimento de quem somos e da nossa essência.

Volte-se para você durante o seu dia, 
ouça a voz da sua consciência, 
respire fundo alguns minutos, e
leve-se a Deus, 
faça uma oração do seu jeito 
e desenvolva a gratidão.

Se você tomar essas práticas como uma rotina, 
em uma semana você já será uma nova pessoa. 

Pode fazer o teste!

POR: BRUNO J. GIMENES  -  RCESPIRITISMO

Extraído de:  https://www.facebook.com/notes/celia-silva/por-que-somos-t%C3%A3o-vampirizados-energeticamente/390274574376998

Amor e Luz,
Eu Sou Andréia
file:///Users/lulu/Desktop/por-que-somos-tao-vampirizados.html 


Postado por Felipe Núncio Junior

terça-feira, 24 de junho de 2014

27/03/14

O TEMPO E AS JABUTICABAS

Rubem Alves

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela ... chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

O amor e suas diferentes manifestações
por Yair Alon

Em uma conversa recente com amigos, questionaram-me sobre a minha visão do amor. Como a questão é boa e pode ser de interesse de mais pessoas, resolvi escrever esse artigo para tratar um pouco do assunto, dentro da visão cabalística mas, claro, também dentro de uma visão pessoal do assunto (para mim, escrever coisas puramente técnicas que não tenham nada de pessoal é um contrassenso).
Como todas as definições, estabelecer verbalmente o que é amor não é fácil. Agravasse a situação, ainda, por sabermos que ‘amor’ é o jeito português de falar de um sentimento que, em minha opinião, não é de modo algum único e uniforme. Me explico: acredito que existam diferentes tipos de amor (e algumas línguas, dentre elas o hebraico e o grego, diferenciam cada tipo com um termo específico), mas o português categoriza todos esses senti-Ruth at the feet of Boaz (1960), Marc Chagall mentos em uma só palavra.
Assim, em vez de tentar definir dicionaristicamente a palavra amor, talvez seja mais interessante entender esse sentimento – evitando ao máximo possível se ater às palavras – e análisá-lo de uma perspectiva racional.
Nesse ponto o leitor pode sentir um pequeno choque, ao ver em uma mesma frase as palavras “amor” e “racional”, ou “sentimento” junto de “análise”. Acredito, no entanto, que nada deve nos surpreender aqui. O amor, como pretendo demonstrar em breve, é uma arte que se aprende de maneira ativa, assim como uma pessoa aprende a tocar violino ou a consertar um carro. Ao contrário da visão generalizada de que o amor é algo passivo que “acontece com a gente”, acredito que o amor seja algo que pode ser estudado e praticado e, mais que isso, que, em geral, se não for desse modo, o amor não é experimentado (salvo o caso excepcional do amor à primeira vista, que pretendo abordar adiante). Só assim é possível entender como na tradição judaica o amor não é um ideal, uma convicção, um princípio ou um belo conceito, mas sim uma obrigação, um dever, uma responsabilidade e uma ordem, como deixa entrever o versículo “Ama ao teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18).
Não é à toa que encontramos nas mais diversas culturas – da Grécia à Índia –, e nas mais diversas épocas – de Ovídio a Erich Fromm –, autores (em geral, poetas) que se dedicaram a escrever verdadeiros tratados sobre o amor, em geral intitulados como “A Arte de Amar”.
Mas que não se engane o leitor. O fato de o amor ser algo ativo, que se pode aprender e desenvolver não significa, no entanto, que ele não tenha um componente mágico, fascinante e esplendoroso. Muito pelo contrário!
Cabe agora analisar, portanto, o que é que define esse sentimento em suas diferentes manifestações, e quais são os elementos componentes do amor. Com isso começaremos a diferenciar os tipos de amor existentes.
O elemento central da maioria das manifestações de amor é o desejo de cuidar e proteger o ser amado. Obviamente, esse desejo pode ser mais ou menos intenso, e dirigido a diferentes tipos de “objetos”, o que já começa a explicar por que afirmo que existem diferentes tipos de amor. No entanto, falando de modo simples e direto, se eu conheço uma pessoa (e essa pessoa pode ser eu mesmo, quando falaríamos, então, de amor próprio) e desejo evitar que ela passe por uma situação negativa, eu já estou sentindo amor por ela.
Assim, oferecer o guarda-chuva ao ver uma velhinha andando desprotegida na rua é um ato de amor tanto quanto querer que minha namorada ou namorado não percam o emprego e tenham uma carreira cada vez mais próspera.
Esse querer cuidar, proteger e evitar o sofrimento é amor, pura e simplesmente. Nesse elemento central componente do amor está pressuposto um subelemento: o do respeito. Por questões inerentemente humanas, não conseguimos sentir o desejo de cuidar e proteger alguém se não respeitamos essa pessoa minimamente.
É por isso que ligado ao mandamento de amar ao próximo como a ti mesmo o texto de Levítico ordena “não fiques alheio ao teu próximo” (Levítico 19:16).
Em alguns casos esse amor é acompanhado de um componente sexual, um desejo físico e atrativo. Outras vezes, não.
Acredito que a maioria das pessoas, se questionada sobre o que é o amor, ou o que é estar enamorado, descreveria um sentimento de paixão sexual e desejo, com um matiz de obsessão. De fato, essas são forças fortes (sem qualquer redundância) no ser humano, mas, a meu ver, dizer que o amor é isso é, no mínimo, uma visão simplista e ingênua da coisa. Caso assim fosse, não poderíamos falar de sentir amor por um irmão, por um amigo, pelos pais, ou pela natureza.
Em geral, as pessoas que pensam que o amor é esse elemento sexual e obsessivo depois de um tempo são as mesmas pessoas que podem vir a dizer: “Eu achei que estava vivendo o amor, mas não, era apenas uma paixão passageira”.
Chegando neste ponto podemos entender o que é o amor à primeira vista. Antes, no entanto, é preciso dizer que o que a maioria das pessoas pensa ser amor à primeira vista nada mais é do que paixão à primeira vista. Ou seja, às vezes, sem sequer conhecer uma pessoa, sem sequer falar com ela, podemos sentir algo muito forte por ela (entenda-se algo muito forte como sendo algo quase que exclusivamente sexual).
Isso significa que não existe amor à primeira vista, e que toda atração imediata é puramente física, química e sexual? Não! Antes de mais nada, às vezes essa paixão à primeira vista pode, posteriormente, ir evoluindo para um sentimento mais sutil e delicado, de respeito e querer cuidar.
E, em segundo lugar, dentro do conceito de amor que proponho aqui – o querer cuidar e proteger, por sentir respeito –, às vezes realmente experimentamos o amor à primeira vista; por algum motivo inconsciente (ou espiritual, diria a Cabalá) ao conhecer uma pessoa posso sentir um forte desejo de protegê-la e de cuidar dela. Ainda assim, nesse caso sempre há algo sexual que acompanha esse sentimento mais nobre, e é justamente isso que diferencia o amor à primeira vista do amor que posso sentir ao ver uma velhinha na chuva e imediatamente sentir o desejo de Boaz wakes and sees Ruth at his (1960), Marc Chagall protegê-la estendendo o guarda-chuva.
Assim, trata-se de uma questão de proporção entre os três diferentes casos. Se tudo o que sinto à primeira vista é algo sexual, tenho uma paixão à primeira vista. Se o que eu sinto envolve o desejo de cuidar pura e somente, é um amor à primeira vista, mas não do tipo romântico, talvez algo mais fraternal e amistoso. Por fim, se eu sinto o forte desejo de proteger e ajudar unido a um desejo sexual, ainda que mínimo, estou diante do verdadeiro amor à primeira vista.
Assim sendo, é a existência ou não desse pequeno componente protetor que vai definir o que é que eu senti à primeira vista por uma pessoa.
O amor romântico (o amor que vem à maioria das mentes quando falamos de amor) é, então, algo que pode surgir espontânea e imediatamente – de forma rara e extremamente ocasional – ou é algo que pode ser construído e criado por duas pessoas – a forma mais comum e geral de isso acontecer.
Convém ressaltar que no caso da paixão à primeira vista, a relação pode evoluir e se tornar uma relação de amor, mais especificamente se o componente de cuidar cresce e toma um lugar importante no coração da pessoa, junto do componente sexual. O que define se esse momento inicial sexual se torna um amor maduro ou não é um mistério que ainda não desvendei e que, talvez, jamais venha a desvendar. Por ora, prefiro dizer que isso ocorre por obra do acaso.
Existe mais uma categoria de amor que devemos falar, e que é tema de discurso de muitas linhas espirituais, o Amor Universal, aquilo que os gregos chamavam de Ágape.[1] Dentro da minha definição, esse amor seria uma tentativa de proteger de coisas negativas a tudo e a todos, ao máximo possível. Desnecessário dizer que esse é um amor raro e pouco encontrado, fruto apenas de almas extremamente elevadas. A pessoa que experimenta esse amor demonstra ter uma compaixão intensa, e uma empatia rara. Essa pessoa sentiria (e talvez expressaria) seu amor pela natureza, os animais, as plantas e a humanidade como um todo.
De tudo o que foi dito, acredito que fica claro que o amor não é uma emoção pouco específica que nos domina e joga joguinhos com nossa mente e coração. O amor não é algo em que passivamente caímos e sua expressão é múltipla e variada.
O amor é algo que se adquire, por meio da demonstração de respeito pelo outro, pela escolha ativa e deliberada de não me fechar e de me mostrar frio ou alheio frente ao problema do outro. Como nos pede o versículo de Levítico, não devemos ficar impassivos frente à desgraça do outro, ainda que não tenhamos relação alguma com a pessoa. Várias são as correntes que pregam o valor do auto-sacrifício em relação às necessidades dos outros, ou seja, que falam da importância de colocar as necessidades dos outros antes do que as nossas próprias.
Por mais nobre que seja, no entanto, esse é um ponto que deve ser tomado com cuidado e não levado muito ao pé da letra. O dístico de Levítico claramente equipara o amor que sentimentos por nós mesmos ao amor que podemos dar aos outros (Ama ao teu próximo como a ti mesmo). Amar-se a si mesmo é um pré-requisito óbvio e evidente para que se possa vivenciar e expressar o amor na vida. É preciso que primeiro nos valorizemos a nós mesmos se queremos, posteriormente, espelhar esse amor nos outros. Isso não é tão egoísta como parece e qualquer pessoa de bom senso, se parar para pensar um pouco verá que, de fato, só conseguimos despertar em nós o sentimento de proteger ao outro se temos esse sentimento conosco mesmo. Se eu sou uma pessoa que não se importa em sofrer e que acredita que o sofrimento é a melhor coisa do mundo, que tipo de amor eu posso dar ao outro? Que tipo de empatia eu posso manifestar? Mais provavelmente eu acreditarei que a vida é sofrimento e que, todos, devemos sofrer, talvez até alguns mais do que outros. Isso é exatamente o oposto do amor.
Uma das conclusões mais importantes dessa análise talvez seja perceber que os diversos tipos de amor se manifestam nas mais diversas relações e pessoas.... Entre amigos, com a família, com o cônjuge, com estranhos e até de modo pessoal e solitário. Esse é um grande contraste com a tendência moderna de ver o amor como um caso específico e aplicado a apenas um tipo de relação, relação essa na qual esperamos encontrar todos os tipos de amor mencionados presentes em uma só pessoa.
A lição que pode-se tirar daqui é que se queremos vivenciar o amor podemos cultivá-lo em vários locais e de diversos modos. Não precisamos procurar apenas as paixões à primeira vista (que nem amor são) ou apenas os laços que envolvem o componente sexual e erótico. Se estamos sentindo pouco amor podemos simplesmente ligar para um amigo ou sair à rua e dedicar um pouco do nosso tempo a cuidar dos outros que precisam de nós.



[1] Na verdade, ainda existem outros dois tipos de amor mas que não serão abordados aqui. O amor que se tem por uma atividade ou obra – como quando alguém diz “Amo meu trabalho”, ou “Amo esse livro” – e o amor que alguns sentem por D’us (ou o Universo, a Energia Cósmica, como se queira chamar). Nesses dois casos o amor não surge como desejo de cuidar, obviamente, mas como fruto do respeito que temos pelo objeto do amor, seja nosso trabalho, seja um objeto de que gostamos, seja D’us.