quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Primeiro Raio Azul




Esse Raio corresponde ao Pai, que é o Supremo Bem e que comporta o Plano de Evolução para todos os reinos da Natureza, da Humanidade como um Todo, do Planeta e do próprio Universo. É o Raio do Poder; encerra em si o Pensamento Divino do Coração e Espírito do Pai e transmite-O aos seus colaboradores do reino dos Ascensionados e dos não ascensionados. isto significa que ele é a força motriz, o movimento e guia de novas idéias.
As pessoas que recebem o 1o. raio são geralmente chefes e possuem ilimitadas forças de poder para executar alguma coisa.  
A Chama Azul é a mais completa em atributos. É irradiada do Plano mais elevado, o Plano de Deus. No Plano de Deus, que fica inter-relacionado com os mesmos planos de outros Planetas, Sistemas, galáxias e com Deus Pai-Mãe. No Plano de Deus, a qualidade de vida é a mais perfeita, a energia é a mais sutil e de vibração mais elevada e os Seres são os mais adiantados e estão encarregados da direção de todos os planos e dos seres viventes. É o Plano onde as idéias divinas são criadas e irradiadas aos outros Planos e Reinos.
A Chama Azul é irradiada principalmente durante os domingos, quando seu potencial reina em todas as esferas da Terra.
Os Iluminados representantes do Raio Azul tem como atributos a Vontade Divina, a Determinação, o Poder, a Fé Iluminada, a Proteção e a Ordem Cósmica, que irradiam pelos lugares por onde passam. Tudo existe por manifestação da Vontade de Deus. A Vontade Divina é Perfeição; é Luz; é Proteção; é Fé; é Ordem Cósmica; é Determinação; é Poder; é Força; é Sabedoria; é Iluminação; é Amor; é Coesão; é Inteligência; é Ascensão; é Paz; é Verdade; é Liberdade; é Esperança; é Caridade; é Transfiguração; é Compaixão; é Justiça; é Misericórdia. A Vontade Divina é a União com a Energia Suprema.
“EU SOU a Vontade Divina manifestada em minha vida e por toda a Terra”.  
Palavra chave:O que abre a porta
ChackraLaríngeo (garganta)
Som:Cântico Gregoriano
Perfume:do Feno
Dia da semana:Domingo
RegênciaO Sol que ao longo das eras e no decurso de muitas civilizações, sempre foi reverenciado com a mais perfeita manifestação visível de Deus.
Símbolos:O Santo GRAAL (A consciência Crística) e a Espada de Luz (Excalibur)
Templo:Templo da Vontade Divina no Plano Etérico, sobre Darjeeling, junto ao Himalaia,na Índia
Chohan:Mestre El Morya e Lady Miryan
Música Chave:Pomp and Circunstance, de Elgar
Arcanjos:Miguel e Fé, que irradiam a chama da fé, da Vontade de Deus e da proteção do plano etérico sobre Banff, nas montanhas do Canadá. Música-chave: Coro dos Soldados da ópera Fausto, de Gounod
Elohin:Hércules e Amazona, que sustentam a dinâmica chama Azul do poder e da ação voluntária de seu templo etérico sobre Zurique, na Suíça. Música Chave: Quinta Sinfonia de Beethoven.
Mestre do primeiro raio Azul




 

Mestre EL MORYA presta assistência a todos os desejosos em cumprir a Vontade de Deus.
Este Amado Mestre Ascencionado EL MORYA veio para Terra como Espírito Guardião de Mercúrio. Ele foi rei em muitas encarnações. Durante o nascimento do Amado Mestre Jesus, Ele era MELCHIOR, um dos três Reis Magos. Foi Rei Arthur dos Quinto e Sexto séculos.
De maneira a suavizar sua natureza e obter equilíbrio, após suas muitas encarnações como rei, Ele encarnou como Sir Thomas Moore, o Poeta, e também como humanista e estadista inglês Thomas Morus. EL MORYA comandou três Cruzadas e foi um Rei Rajpute da Índia.
EL MORYA ascencionou por volta de 1888. Hoje Ele é o chefe do Conselho da Grande Fraternidade Branca na Índia. Suas disciplinas são muito severas. É reconhecido por sua habilidade em conseguir que as coisas sejam feitas sem rodeios. O discipulado sob sua orientação pode ser comparado a imagem de alguém subindo um escarpado, suportando cortes, machucados, mas chegando ao alto comparativamente depressa.
Juntamente com o Amado MESTRE KUTHUMI (2º Raio - Dourado), no desejo de auxiliar o AMADO MESTRE SAINT GERMAIN (7º Raio - Violeta), fundaram a Teosofia que promoveu o movimento espiritualista que fez o mundo ocidental conhecer a Sabedoria dos Mestres Ascencionados e a natureza de seu trabalho.
Foi concedida ao MESTRE EL MORYA a permissão para fundar a Ponte para Liberdade, que levou aos humanos os Ensinamentos da Grande Fraternidade Branca Universal.
O Mestre EL MORYA e todos os seus auxiliares do Primeiro Raio são denominados "pioneiros", propagadores de novas idéias. Essas inovações, a princípio, são sempre rejeitadas pela massa humana.

Seu Santuário é na Índia e representa a 'Vontade de Deus'.
O Mestre EL MORYA é o Grande Mestre responsável pela orientação e desenvolvimento do povo asiático tendo, ao mesmo tempo, a atribuição de fiscalizar os governos de todos os países.

Embora seja detentor de todo o Poder, é magnânimo, digno e austero e reflete estas qualidades não somente na vida exterior, mas para qualquer ponto que dirija a sua atenção.



Os Sete Raios


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 EVOLUÇÃO DO PLANETA ATRAVÉS DOS SETE RAIOS
DESCRIÇÃO DOS RAIOS
A humanidade passa por um processo de transição que afeta todo o ecossistema planetário e modifica a estrutura molecular e energética de toda e qualquer partícula, célula e organismo vivo na Terra.
Gradual e progressivamente, a Hierarquia Espiritual (mestres ascensos, anjos, elementais da natureza etc.) emana energias para nosso planeta, através de portais interdimensionais pelos quais todos os seres humanos, animais, vegetais e minerais passam, à medida de sua evolução e receptividade àquelas energias.
Além dos portais, há uma constante vigília para manutenção energética, mantida pela Hierarquia Espiritual e por muitos humanos encarnados no Planeta.
Como instrumento de ajuda, a Hierarquia Espiritual envia aos seres humanos os conhecimentos e segredos ocultos do Universo, para que possamos nos encaminhar para a ascensão planetária o mais rápido possível, pois será através dela que o Planeta Terra atingirá sua evolução. Vale dizer que a ascensão da maioria de seus habitantes levará a ascensão ao planeta.
A forma de propagar energia e informação de que se utiliza a Hierarquia Espiritual é por meio de ondas eletromagnéticas sutis, chamadas de raios. Cada raio é caracterizado por uma cor que corresponde ao tipo de energia e de informação que ele carrega. 24 são os raios utilizados atualmente pela Hierarquia Espiritual e, destes, os mais usuais são sete, tratados a seguir.
Os Sete Raios são um dos principais INSTRUMENTOS que nos estão disponíveis no planeta para auxílio de nosso desenvolvimento pessoal e, até mesmo, planetário. Os Raios interligam-se entre si, com força infinita. Os Chohans dos Raios (respectivos Mestres Ascensos Regentes de cada Raio) passam às pessoas seus conhecimentos de como utilizar e beneficiar a si e a toda a humanidade, por meio dessas energias e conhecimentos.
Sem esse trabalho maravilhoso que empreendem para conosco, provavelmente, não estaríamos nem perto de ascendermos, como o faz um planeta, para a Quinta Dimensão.
Cada Chama (ou Raio) Divina precisa das demais, para que seu efeito seja completo. Assim como, por exemplo, o Raio Azul traz a Fé, o Poder, a Iluminação e a Proteção, sem o Amor do Raio Rosa e a Sabedoria do Raio Dourado, nada disso seria possível, ou, simplesmente, aquela Chama poderia ser mal dirigida ou, até mesmo, incontrolável.
As virtudes de cada Raio são o caminho único à ascensão através da Presença Divina Eu Sou. O desenvolvimento dessas virtudes dependerá do indivíduo, encarnado ou não, em seu processo singular de evolução. Cabe a cada um buscar, em seu coração, as virtudes. Todos temos, em nossa essência, o conhecimento necessário e desenvolvido para atuarmos com perfeição e sabedoria.
É necessário despertarmo-nos a esses conhecimentos, para podermos celebrar nossa vitória na ascensão planetária e individual.
Todos os Raios estão disponíveis para o uso de toda a humanidade, em seu processo evolutivo.
E, também, toda a Hierarquia Espiritual anseia poder auxiliar CADA UM em seu caminho. Para isso, é preciso que invoquemos sua assistência, pois Ela JAMAIS intervirá em nosso Livre-Arbítrio.
Todo conhecimento será dado, no momento certo, a todos que buscarem, em seus corações, a Verdade Única. "Eu Sou a Única Presença, atuando, aqui, em meu coração e em minha vida". Isto é o reconhecimento que o Criador vive dentro de nós, Individualizado e Perfeito.
A Presença Eu Sou está em tudo, e, sem Ela, nada existiria. "Eu Sou" é a Expressão Única e Máxima do Criador, em todas as suas Criações, em todos os seus Filhos Amados.
Através do "Eu Sou" individual, os Sete Raios ganham mais força, a cada invocação, formando uma egrégora infalível de Luz, Sabedoria, Amor, Ascensão, Cura, Serviço e de Transmutação em torno do Planeta, que elevará sua vibração física e energética.



Fraternidade Branca



Há muitas e muitas eras, esteve esta Terra prestes a ser condenada à completa dissolução devido às trevas geradas pela humanidade. No intuito de salvá-la, SANAT KUMARA, um Ser de muita luz, num gesto de auto-sacrifício, abandonou o seu lar e a companhia de sua amada alma gêmea Vênus e aqui se estabeleceu dando início à irradiação do Espírito da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA. Os Iniciados o chamavam Senhor do Mundo ou Ancião dos Dias.


Após fixar sua residência em Shamballa, o Bem-Amado Sanat Kumara concebeu a idéia de uma Fraternidade, composta de seres que sairiam da própria evolução terrestre para instalar cada vez mais fundo a Trindade Sagrada que fluía da sua própria aura e daria condição de tranqüilamente retornar ao seu planeta de origem, sabendo que o trabalho da Luz continuaria a desenvolver-se na Terra.

A instituição de uma Fraternidade era necessária, para estabelecer uma comunidade consciente entre as esferas dos Mestres Ascensionados e a consciência externa da humanidade. A ordem foi estabelecida pela aspiração de alcançar a mente de alguns que ainda possuíssem um pouco da recordação de sua verdadeira consciência para executarem o Plano Divino e conviver em íntima relação: Os Mestres, os Anjos e os Elementais.
Muitos séculos se passaram até que Ele conseguiu encontrar duas emanações de vida que concordaram em participar da Fraternidade. Uma delas foi o próprio LORD GAUTAMA, O BUDA, hoje Senhor do Mundo; o outro Ser é hoje o CRISTO CÓSMICO ou INSTRUTOR DO MUNDO, Lord Maitreya, atualmente com o nome de LORD DIVINO.
Esta Fraternidade cresceu no decorrer dos tempos; todos os cargos foram preenchidos por seres da Terra já evoluídos ou por alguns outros que, espontaneamente, resolveram ficar no planeta, a fim de cooperarem para o seu desenvolvimento.

É uma ordem espiritual representada por mestres orientais (santos ocidentais) que colaboram das oitavas de luz - dimensões superiores - com discípulos (estudantes) e adeptos (iniciados) que utilizam a Terra como sala de estudos.
A denominação "branca" refere-se não a raça, mas à aura (halo) de Luz branca que os envolve. Branca, representa, limpidez, clareza, sinceridade, serviço desinteressado.
Fraternidade quer dizer parentesco entre irmãos; união fraternal; convivência como de irmãos de sangue; amor ao próximo; harmonia e camaradagem, conforme etimologia do dicionário, para a Fraternidade Branca poderemos acrescentar as palavras colaboração, caridade, amor, compreensão, amizade e sinceridade.
A história de todas as grandes religiões demonstra a presença de seres superiores, tão cheios de vida Divina que repetidamente têm sido considerados autênticos representantes do próprio Deus.

Os hinduístas têm grandes avatares ou encarnações divinas como Krishna, Buda. Todo cristão conhece a seriedade de profetas de sua religião que representam a figura de Cristo, seu Instrutor Supremo, que foi homem e é Deus.
Esses Excelsos Seres não só se interessam pelo despertar da natureza espiritual dos homens, como por tudo que contribua para o bem-estar desse homem na Terra.

sábado, 30 de agosto de 2014



GERONTOFOBIA: MAL QUE ATACA A PARTIR DOS 50 ANOS.

Quando o "parabéns a você" celebra mais um ano de vida, para muitos, o presente de aniversário pode ser a angústia do medo de envelhecer.

Dentro de dez anos, metade da população da França terá mais de 50 anos. Por esta razão, o termo antiage está sumindo dos rótulos dos cremes e dando lugar a termos como renovador ou alta exigência e ainda veremos homens e mulheres com mais de 50 estampados nos anúncios de beleza.

No Brasil, não é diferente: em 2050, o número de brasileiros com mais de 60 anos totalizará 70 milhões. Muitos terão orgulho da idade. Mas outros, ainda continuarão procurando a fonte da juventude.

O que no envelhecimento nos faz arrepiar? É porque nos lembra que somos mortais? Ou é a consciência de que podemos adoecer? O próprio envelhecimento é novidade para todos. Estar com 60 anos, há bem pouco tempo, era o passaporte para a velhice. Hoje não.

Segundo a psicoterapeuta Maura de Albanesi, "as pessoas atualmente não só controlam a alimentação para ter uma vida saudável, mas não há restrições em tudo na vida, seja em comportamento, carreira ou modo de se vestir". Se alguém decidir fazer medicina ou um curso de patinação no gelo, não encontrará barreiras. Se a senhora de 55 anos usar um vestido parecido com a neta de 10 anos, não estará fora. Não existe mais vestimenta de idoso. Os gostos, tanto para a menina de 10 anos quanto para a vovó são os mesmos. Ambas consomem informação na mesma fonte.

RECUSANDO OS MEDOS

Recentemente, há cerca de 20 anos, a sociedade era mais hierárquica. Quando os filhos estavam criados, a mulher achava que sua tarefa estava cumprida, mesmo que ela estivesse saudável e capaz para contribuir mais para a sociedade. Hoje, as pessoas sabem bem a sua idade, não recusam o passar dos anos; elas simplesmente recusam os medos, estereótipos e caricaturas da terceira idade. Segundo Maura, "se você perguntar a idade delas, elas vão dizer, mas isso não é o fato mais relevante das suas vidas".

As pessoas não sentem a idade chegando, não importa a idade. O fato é que o envelhecimento tende a ser sutil e perdas vêm de mãos dadas com as pequenas novas recompensas. "Por exemplo, os primeiros cabelos brancos podem vir acompanhados com uma promoção e a equação de perdas e ganhos acaba por trazer uma grata surpresa. Sempre esperamos um marco que aponta o início da velhice, mas nem sempre é assim."

Com o passar dos anos, vamos deixando para trás a turbulência da juventude, que dá lugar para a sabedoria. "Conhecemos muito mais sobre o mundo e sobre nós mesmos também. De modo geral, as pessoas conscientes ficam com uma sensação de bem estar", comenta Maura. Mas adaptáveis e flexíveis, temos uma grande consciência de nossa resiliência. Até a grande vilã do século, a depressão, tende a desaparecer entre homens e mulheres após os 50 anos, o que ajuda até nos relacionamentos. Com um pouco menos de paixão e muito mais abertura, asrelações nas idades avançadas tendem a ser mais importantes.

OK, é legal estar satisfeita com os anos que estão passando, mas não custa nada ajudar a natureza com os recursos disponíveis pela tecnologia e medicina da beleza e tentar diminuir a devastação do tempo. "Tingir os cabelos, tomar injeções de colágeno e se sentir bem e bonita não tem nada a ver com recusar a idade; tem a ver com se sentir bem consigo mesma", alerta Maura. Mas às vezes o autoaperfeiçoamento pode ir longe demais, quando a pessoa dá mais valor à aparência em detrimento de características da personalidade, numa inversão de autoestima de fora para dentro.

"Com uma aparência muito menos jovem, nos amaremos muito mais, porque os pensamentos negativos tendem a diminuir e a vida ficará infinitamente mais simples", relembra Maura. Hoje, a riqueza da multifacetada experiência do envelhecimento foi patologicamente estigmatizada e reduzida à tristeza em parecer velho. Mas não precisa ser desta forma.

ANSIEDADE DO ENVELHECIMENTO

O medo de envelhecer não é um fenômeno recente. Métodos de "rejuvenescimento" já foram eternizados por Cleópatra, e também a ideia da Fonte da Juventude foi muito popularizada. O que tudo isso difere dos dias de hoje é o quão cedo a ansiedade do envelhecimento se instala.

A indústria cosmética e seu marketing é que tem desempenhado seu papel, pois os públicos, neste mercado, são segmentados por faixa etária, com produtos para a pele madura e para a pele de adolescentes ao mesmo tempo, ambos com antioxidantes. "Todos vivemos mais, com vidas mais saudáveis do que a geração passada, mas, curiosamente, sofrendo por envelhecer, o que significa que sofreremos ainda por mais tempo", comenta Maura.

Nós sabemos, por experiência própria, que não somos tão invariavelmente felizes, dinâmicos e belos quando somos jovens. Então por que acreditamos que estes atributos são imediatamente revertidos quando passamos dos 40 ou 50? A gerontofobia, ou o pavor de envelhecer, atesta que, a partir dos 60 (ou 40, 50, depende da sua ansiedade), nós nos tornamos nada além da idade que temos, com todas as características e história pessoal apagada. Quem não teria medo? "Esta maneira de pensar diz respeito ao envelhecimento e a morte como uma afronta pessoal, uma ferida narcísica.

 Envelhecer não é algo que acontece na segunda metade da vida. Nós envelhecemos a partir do momento em que nescemos.", atesta Maura. Neste sentido, envelhecer é uma nova palavra para viver e buscar o  entienvelhecimento. Como bem disse a poetisa May Sarton, sobre se é bom envelhecer, "sou mais eu mesma do que nunca fui".

"Encarar" o processo de envelhecimento, em vez de combatê-lo é mais fácil para valorizar a nós mesmos mais velhos, e vivenciar - individualmente e em conjunto - uma noção do ciclo de vida. Sem cair para trás em mantras ou slogans simplistas de manual do pensamento positivo, " nunca houve um melhor momento para envelhecer, para desafiar a narrativa do declínio e para comemorar a longevidade cada vez mais", comemora Maura.

Fonte: Maura de Albanesi,  Psicoterapeuta, Pós-Graduada em Psicoterapia Corporal, Terapia de Vivências Passadas (TVP), Terapia Artística e Psicoterapia Transpessoal, além de possuir Mestrado em Psicologia e Religião pela PUC. www.nucleorenascimento.org.br
 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

O Despertar da Consciência Para Uma Vida Mais Saudável

Nós estamos despertando de um profundo sono, que acreditávamos ser o conforto de uma vida sem problemas, sem doenças, sem sofrimentos, sem carências, tudo sob controle de órgãos e instituições que nos ofereceram esse modelo esdrúxulo de sociedade, que vende saúde, vende felicidade, vende tudo pronto para ser consumido. Acreditamos que bastava assinar o sistema e estaríamos sendo supridos de todas as nossas necessidades mais importantes para uma vida feliz. E nós é que estamos nos autoconsumindo.
Nós estamos despertando para uma nova realidade, e estamos nos dando conta de que somos nós os criadores de todas as realidades, e que ninguém mais pode nos proporcionar saúde, abundância e felicidade, se não buscarmos esses estados, em nosso próprio interior.
Saúde é o estado natural do corpo e da alma vivendo em plena harmonia; vem do equilíbrio que mantemos entre aquilo que desejamos e aquilo que nos é lícito fazer.
Uma nova maneira de viver, dentro de um novo paradigma, que nada de novo tem. É paradoxal, mas tudo o que pensamos estar aprendendo estamos só reaprendendo, pois são conceitos muito antigos. O conceito de saúde integral já existia no antigo Egito. Ptah Otep, o primeiro organizador de um sistema de medicina que se tem conhecimento, por volta de dois mil anos antes de Cristo já ensinava que, “não se trata de curar o espírito através do corpo, mas de curar o corpo através do espírito”. Os Essênios na época de Jesus também praticavam uma medicina terapêutica preventiva baseada na manutenção da harmonia psicossomática. Eles curavam aqueles que já estavam doentes, mas os preveniam também de se manterem saudáveis através de práticas terapêuticas preventivas, de alimentação equilibrada e da harmonia mental e emocional. Hoje nós sabemos, por várias vias, que tudo isso funciona.
Por muito tempo nós acreditamos em um sistema de medicina que, por um lado está muito avançado em termos de tecnologias, para salvar a vida morte daqueles que se acidentam ou contraem doenças crônicas, com ambulatórios, salas de cirurgia e laboratórios sofisticados, mas que, por outro lado ainda está muito atrasado em termos de conceitos e manutenção da saúde, porque se sustenta no estreito e limitado paradigma materialista que não considera os outros aspectos da realidade humana, e trata a doença não o ser humano. Esse sistema mantém o ser humano vivo, mas não necessariamente saudável. Cada medicamento químico ingerido deixa um rastro de efeitos colaterais, que quase sempre desemboca em outras doenças. A luta dessa medicina alopática contra as bactérias está sendo perdida há anos, mas ela continua matando e as bactérias querendo sobreviver; para sobreviver elas são forçadas a se adaptar criando resistências aos antibióticos. É um paradigma totalmente fora de propósito, totalmente errado, porque não se cura matando. Mas a mudança de consciência está chegando aí também.
A cura vem pelo restabelecimento do equilíbrio psico-orgânico, e a saúde se mantém pelas práticas saudáveis de alimentação, exercícios físicos, pensamentos e emoções.
Hoje nós vemos inúmeros profissionais em todo o mundo trabalhando para recuperar os antigos e verdadeiros conceitos de saúde. Eles estão em toda parte, nas universidades, em seus consultórios; são médicos, terapeutas, acadêmicos ou não, mas todos resgatando as práticas de cura que sempre funcionaram, que eram praticadas por nossos ancestrais e nos foram ensinadas por grandes mestres. Todos dando sua contribuição, cada um dentro de sua área de atuação. Uns ensinando formas saudáveis de alimentação, outros ensinando a cuidar do corpo com exercícios físicos, outros praticando técnicas  como acupuntura, reiki, florais, homeopatia, fitoterapia, xamanismo, medicina ayurvédica, medicina tradicional chinesa e diversas outras; outros cuidando do sistema mental-emocional através de psicoterapias, palestras, artigos e livros publicados. Cada um a seu modo, todos contribuem de alguma maneira para a interação nesse novo paradigma, para resgatar o ser saudável que está em nossa natureza essencial.
Nós somos a consciência que habita o corpo; e o corpo se ajusta aos padrões mentais e emocionais que a consciência escolhe.
A mente é o mecanismo da consciência, e as emoções são excitação de energia que segue os pensamentos; o corpo absorve e ativa, através dos sistemas nervoso e glandular, a bioquímica que afeta cada órgão conforme o padrão das emoções. Se pensarmos em termos de doença, acreditando nela, ela se manifestará no corpo; se pensarmos em termos de saúde, acreditando ser esse o nosso estado natural, o corpo se manterá saudável, pois ele é o resultado do programa executado pela consciência que o habita. O corpo físico é uma formação ideoplástica, isto é, massa de tecidos, órgãos e células que se molda nos padrões da alma através dos pensamentos e das emoções.
Se nossos pensamentos são saudáveis, as emoções seguirão o mesmo padrão e o corpo absorve essas informações moldando-se conforme elas são. Mas se pensarmos que podemos adoecer, as emoções são contaminadas por esses pensamentos e o corpo também se molda a esse padrão mental-emocional.
Mas não basta só pensar bem e cultivar emoções saudáveis, o corpo precisa também ser nutrido, e aí entra como componente importante a qualidade do que ingerimos, bem como a quantidade certa na hora certa que o corpo pede.
O corpo formou-se através de milhares de anos – talvez milhões – e sabe do que precisa para funcionar. Ele adquiriu uma consciência e uma sabedoria próprias, que o mantém funcionando independente de estarmos atentos ou não – respiração, circulação, as funções de cada órgão;  também ele sabe de suas necessidades nutritivas. Basta observar e perguntar ao corpo o que está lhe faltando que ele dá a resposta na hora.
Passe a mão sobre uma maçã, por exemplo, e pergunte se ele precisa dos nutrientes que ela contém; se o corpo estiver necessitando emitirá um sinal através da salivação. Mas se ele não precisa daqueles nutrientes, nada vai acontecer. Então, por que comer a maçã?
O sistema é bastante sofisticado para saber tudo o que precisa ser feito; nós só precisamos aprender a observar essa integração do corpo com a alma.
A alma expressa a consciência da maneira mais ampla através do pensar e do sentir – a mente, os sentimentos e as emoções.
Nós não podemos saber tudo como ser consciente – cabeça, mente e intelecto –, porque estamos entranhados nessa rede de compartimentos complexos e aprisionados pelo corpo. Por isso o corpo tem de saber se virar por si só, até certo ponto. Ele obedece aos comandos programados pela consciência e os executa a seu ritmo e tempo, sem necessidade de interferência.
Ele responde aos comandos da consciência na medida da força e capacidade dessa consciência de estabelecer uma relação de poder sobre a matéria.
A inteligência corporal é instintiva e se submete à inteligência superior, mas se ela não é ativada ele continuará fazendo as coisas do seu jeito, no seu ritmo e tempo, conforme aprendeu até o momento atual. Mas como bom aluno que ele é, continua sempre aprendendo novas maneiras de sobrevivência. 
Luiz Antônio Trevizani – 04/08/2014 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Moisés e Jesus; A Lei e o Amor



Moisés trouxe a lei ao mundo. Jesus traz o amor. Moisés é necessário, para que Jesus seja possível. A lei é amor imposto; o amor é lei espontânea. A lei é de fora; o amor é de dentro. Lei é externa, amor é interno.
O amor só pode acontecer quando há certa ordem, certa disciplina, certa lei. O amor não pode existir na selva. Moisés civiliza o homem, Jesus espiritualiza o homem. É por isso que Jesus diz repetidas vezes: “Não vim para destruir, mas para cumprir”.
Moisés nos deu os mandamentos, Jesus nos dá uma visão desses mandamentos. Uma pessoa pode seguir os mandamentos em um nível formal, superficial. Pode ser tornar justa, puritana, moralista; no fundo, entretanto, nada muda: tudo permanece o mesmo. A velha escuridão ainda está lá; a velha consciência ainda está lá. Nada mudou, de fato; você apenas pintou a superfície. Agora você está usando uma bonita máscara. Não há nada de errado com isso – se o seu rosto é feio, use uma máscara, pelo menos poupará os outros de vê-lo. Mas a máscara não pode mudar seu rosto feio. Nunca se esqueça, por um único momento, de que a máscara não é o seu rosto. É preciso transformar seu rosto também.
Moisés deu à sociedade uma disciplina muito tosca. Não podia ter feito melhor, não havia como. A consciência humana existia de um modo muito, muito primitivo. Um pouco de civilização era mais do que se poderia esperar. Mas Moisés preparou o caminho, e Jesus é o cumprimento. O que Moisés começou, Jesus completa. Moisés ergueu a fundação, Jesus ergueu o templo inteiro. Aquelas pedras na fundação têm de ser toscas e feias. Só por cima dessas pedras toscas e feias um belo templo de mármore pode ser erguido. Lembre-se sempre disso: Jesus não é contrário a Moisés, mas os judeus o interpretaram erroneamente, porque Moisés fala de lei e Jesus fala de amor.
Para os judeus, particularmente os sacerdotes, os políticos, parecia que a lei seria destruída por Jesus; por isso, zangaram-se. E estavam certos. Em certo sentido, a lei seria destruída, porque uma lei superior estava vindo. A lei inferior teria de ser abandonada para que uma superior entrasse.
A lei depende do medo; a lei depende da ganância; a lei pune o indivíduo. A ideia central da lei é a justiça, mas a justiça não basta, porque é crua e dura, violenta. Só a compaixão pode permitir que seu ser desabroche, para que você alcance o topo. A justiça, não. Ter lei é melhor que não ter; mas, comparada ao amor, a própria lei é sem lei. Ela é relativa, porque depende dos mesmos males contra os quais luta.
Alguém comete um assassinato, e a lei o assassina. Faz a mesma coisa com essa pessoa que ela fez com outra. Não é uma atitude superior, embora seja justa. Mas não é religiosa; não possui espiritualidade. É matemática. Ele matou uma pessoa... a lei o mata. Mas se matar é errado, então como a lei pode estar certa? Se o ato de matar é errado, então a lei também comete erro. Depende do mesmo mal, lembre-se disso.
Quando Jesus começou a falar de amor, as pessoas que seguiam as leis ficaram com muito medo, porque sabiam que, se a lei fosse ignorada, o animal escondido dentro de cada um viria à tona e destruiria toda a sociedade. Todos sabiam que seu rosto era bonito apenas na superfície – no fundo, havia uma grande feiura. E quando Jesus lhes disse: “Tirem as máscaras”, eles ficaram com medo, com raiva. “Esse homem é perigoso; tem de ser punido e destruído antes que destrua toda a sociedade.
Mas eles não entenderam nada. Jesus não estava lhes pedindo que tirassem a máscara. Estava lhes dizendo: “Trouxe a alquimia, para que seu rosto verdadeiro se torne belo. Para que a máscara? Para que esse peso? Para que essa coisa plástica? Posso lhes dar uma lei superior que não requer medo, não requer ganância, não requer imposição externa; ela cresce em seu ser por causa do entendimento, não do medo”. Lembre-se, esta é a diferença: a lei vem do medo, o amor vem do entendimento.
Moisés é necessário, mas também tem de ir embora; ele já fez sua parte: preparou o terreno. Quando Jesus aparecer, o trabalho de Moisés estará cumprido.
Mas os judeus ficaram zangados. É muito difícil as pessoas se desligarem do passado. Moisés tinha se tornado central na mente judaica. Eles achavam que Jesus era contrário a Moisés. E assim tem sido por todas as eras – mau entendimento.
Os hindus achavam, na índia, que Buda era contrário aos Vedas – o mesmo problema, exatamente o mesmo. Buda não é contrário aos Vedas – em certo sentido, sim, mas só em certo sentido. Ele traz algo das profundezas, e quando essas profundezas se tornam acessíveis a você, os Vedas não são mais necessários. Ele parece, enfim, ser contrário – faz os Vedas parecerem inúteis. E esse é todo o processo de Jesus: cumprir Moisés e ao mesmo tempo torná-lo inútil. A nova dispensação chegou.
Jesus era um homem de amor, de imenso amor. Amava esta terra, amava o cheiro da terra.  Amava as árvores, amava as pessoas. Amava as criaturas porque só assim se ama o criador. Se você não elogia o quadro, como pode elogiar o pintor? Se não elogia a poesia, como pode elogiar o poeta?
Jesus é afirmativo, positivo. E ele sabe um fato muito significativo, quase sempre presente em seus dizeres: Deus é uma abstração; você não pode se colocar face a face com Deus. “Deus” é uma abstração, assim como a “humanidade”. Você depara com seres humanos, mas nunca com a humanidade. Você sempre depara com o concreto. Nunca encontrará Deus abstrato, porque ele não tem rosto algum. Ele não tem rosto. Você não poderia reconhecê-lo. Então, onde o encontraria?
Olhe cada olho com que deparar; olhe cada ser com que deparar. Eles são Deus na forma concreta: Deus materializado. Todas as pessoas são encarnações de Deus – as rochas, as pedras, as pessoas, e tudo o mais. Ame as pessoas, ame as árvores, essas estrelas, e através desse amor, você começará a sentir a imensidão de ser. Mas terá de passar pela pequena porta de um ser em particular.
Jesus foi muito mal interpretado. Foi mal interpretado pelos judeus, e ele era o clímax da inteligência deles, aquele a quem esperavam havia eras. E quando vivo, foi rejeitado. E foi mais mal interpretado ainda pelos cristãos. Um grande homem de afirmação foi convertido num homem de negação. Os cristãos reproduzem Jesus como um indivíduo muito triste, de expressão pesarosa, tão amargurado como se estivesse sento torturado. Isso é falso, não se aplica a Jesus! Não pode se aplicar a Jesus! Do contrário, quem mais sorriria, e quem mais amaria, e quem mais celebraria? Jesus é uma celebração do ser, a mais elevada celebração possível.
Osho – Do Livro “A Flauta Nos Lábios de Deus- O Significado Oculto Dos Evangelhos”