terça-feira, 24 de junho de 2014

27/03/14

O TEMPO E AS JABUTICABAS

Rubem Alves

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela
menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela ... chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem
para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.'
O essencial faz a vida valer a pena.


segunda-feira, 23 de junho de 2014

O amor e suas diferentes manifestações
por Yair Alon

Em uma conversa recente com amigos, questionaram-me sobre a minha visão do amor. Como a questão é boa e pode ser de interesse de mais pessoas, resolvi escrever esse artigo para tratar um pouco do assunto, dentro da visão cabalística mas, claro, também dentro de uma visão pessoal do assunto (para mim, escrever coisas puramente técnicas que não tenham nada de pessoal é um contrassenso).
Como todas as definições, estabelecer verbalmente o que é amor não é fácil. Agravasse a situação, ainda, por sabermos que ‘amor’ é o jeito português de falar de um sentimento que, em minha opinião, não é de modo algum único e uniforme. Me explico: acredito que existam diferentes tipos de amor (e algumas línguas, dentre elas o hebraico e o grego, diferenciam cada tipo com um termo específico), mas o português categoriza todos esses senti-Ruth at the feet of Boaz (1960), Marc Chagall mentos em uma só palavra.
Assim, em vez de tentar definir dicionaristicamente a palavra amor, talvez seja mais interessante entender esse sentimento – evitando ao máximo possível se ater às palavras – e análisá-lo de uma perspectiva racional.
Nesse ponto o leitor pode sentir um pequeno choque, ao ver em uma mesma frase as palavras “amor” e “racional”, ou “sentimento” junto de “análise”. Acredito, no entanto, que nada deve nos surpreender aqui. O amor, como pretendo demonstrar em breve, é uma arte que se aprende de maneira ativa, assim como uma pessoa aprende a tocar violino ou a consertar um carro. Ao contrário da visão generalizada de que o amor é algo passivo que “acontece com a gente”, acredito que o amor seja algo que pode ser estudado e praticado e, mais que isso, que, em geral, se não for desse modo, o amor não é experimentado (salvo o caso excepcional do amor à primeira vista, que pretendo abordar adiante). Só assim é possível entender como na tradição judaica o amor não é um ideal, uma convicção, um princípio ou um belo conceito, mas sim uma obrigação, um dever, uma responsabilidade e uma ordem, como deixa entrever o versículo “Ama ao teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18).
Não é à toa que encontramos nas mais diversas culturas – da Grécia à Índia –, e nas mais diversas épocas – de Ovídio a Erich Fromm –, autores (em geral, poetas) que se dedicaram a escrever verdadeiros tratados sobre o amor, em geral intitulados como “A Arte de Amar”.
Mas que não se engane o leitor. O fato de o amor ser algo ativo, que se pode aprender e desenvolver não significa, no entanto, que ele não tenha um componente mágico, fascinante e esplendoroso. Muito pelo contrário!
Cabe agora analisar, portanto, o que é que define esse sentimento em suas diferentes manifestações, e quais são os elementos componentes do amor. Com isso começaremos a diferenciar os tipos de amor existentes.
O elemento central da maioria das manifestações de amor é o desejo de cuidar e proteger o ser amado. Obviamente, esse desejo pode ser mais ou menos intenso, e dirigido a diferentes tipos de “objetos”, o que já começa a explicar por que afirmo que existem diferentes tipos de amor. No entanto, falando de modo simples e direto, se eu conheço uma pessoa (e essa pessoa pode ser eu mesmo, quando falaríamos, então, de amor próprio) e desejo evitar que ela passe por uma situação negativa, eu já estou sentindo amor por ela.
Assim, oferecer o guarda-chuva ao ver uma velhinha andando desprotegida na rua é um ato de amor tanto quanto querer que minha namorada ou namorado não percam o emprego e tenham uma carreira cada vez mais próspera.
Esse querer cuidar, proteger e evitar o sofrimento é amor, pura e simplesmente. Nesse elemento central componente do amor está pressuposto um subelemento: o do respeito. Por questões inerentemente humanas, não conseguimos sentir o desejo de cuidar e proteger alguém se não respeitamos essa pessoa minimamente.
É por isso que ligado ao mandamento de amar ao próximo como a ti mesmo o texto de Levítico ordena “não fiques alheio ao teu próximo” (Levítico 19:16).
Em alguns casos esse amor é acompanhado de um componente sexual, um desejo físico e atrativo. Outras vezes, não.
Acredito que a maioria das pessoas, se questionada sobre o que é o amor, ou o que é estar enamorado, descreveria um sentimento de paixão sexual e desejo, com um matiz de obsessão. De fato, essas são forças fortes (sem qualquer redundância) no ser humano, mas, a meu ver, dizer que o amor é isso é, no mínimo, uma visão simplista e ingênua da coisa. Caso assim fosse, não poderíamos falar de sentir amor por um irmão, por um amigo, pelos pais, ou pela natureza.
Em geral, as pessoas que pensam que o amor é esse elemento sexual e obsessivo depois de um tempo são as mesmas pessoas que podem vir a dizer: “Eu achei que estava vivendo o amor, mas não, era apenas uma paixão passageira”.
Chegando neste ponto podemos entender o que é o amor à primeira vista. Antes, no entanto, é preciso dizer que o que a maioria das pessoas pensa ser amor à primeira vista nada mais é do que paixão à primeira vista. Ou seja, às vezes, sem sequer conhecer uma pessoa, sem sequer falar com ela, podemos sentir algo muito forte por ela (entenda-se algo muito forte como sendo algo quase que exclusivamente sexual).
Isso significa que não existe amor à primeira vista, e que toda atração imediata é puramente física, química e sexual? Não! Antes de mais nada, às vezes essa paixão à primeira vista pode, posteriormente, ir evoluindo para um sentimento mais sutil e delicado, de respeito e querer cuidar.
E, em segundo lugar, dentro do conceito de amor que proponho aqui – o querer cuidar e proteger, por sentir respeito –, às vezes realmente experimentamos o amor à primeira vista; por algum motivo inconsciente (ou espiritual, diria a Cabalá) ao conhecer uma pessoa posso sentir um forte desejo de protegê-la e de cuidar dela. Ainda assim, nesse caso sempre há algo sexual que acompanha esse sentimento mais nobre, e é justamente isso que diferencia o amor à primeira vista do amor que posso sentir ao ver uma velhinha na chuva e imediatamente sentir o desejo de Boaz wakes and sees Ruth at his (1960), Marc Chagall protegê-la estendendo o guarda-chuva.
Assim, trata-se de uma questão de proporção entre os três diferentes casos. Se tudo o que sinto à primeira vista é algo sexual, tenho uma paixão à primeira vista. Se o que eu sinto envolve o desejo de cuidar pura e somente, é um amor à primeira vista, mas não do tipo romântico, talvez algo mais fraternal e amistoso. Por fim, se eu sinto o forte desejo de proteger e ajudar unido a um desejo sexual, ainda que mínimo, estou diante do verdadeiro amor à primeira vista.
Assim sendo, é a existência ou não desse pequeno componente protetor que vai definir o que é que eu senti à primeira vista por uma pessoa.
O amor romântico (o amor que vem à maioria das mentes quando falamos de amor) é, então, algo que pode surgir espontânea e imediatamente – de forma rara e extremamente ocasional – ou é algo que pode ser construído e criado por duas pessoas – a forma mais comum e geral de isso acontecer.
Convém ressaltar que no caso da paixão à primeira vista, a relação pode evoluir e se tornar uma relação de amor, mais especificamente se o componente de cuidar cresce e toma um lugar importante no coração da pessoa, junto do componente sexual. O que define se esse momento inicial sexual se torna um amor maduro ou não é um mistério que ainda não desvendei e que, talvez, jamais venha a desvendar. Por ora, prefiro dizer que isso ocorre por obra do acaso.
Existe mais uma categoria de amor que devemos falar, e que é tema de discurso de muitas linhas espirituais, o Amor Universal, aquilo que os gregos chamavam de Ágape.[1] Dentro da minha definição, esse amor seria uma tentativa de proteger de coisas negativas a tudo e a todos, ao máximo possível. Desnecessário dizer que esse é um amor raro e pouco encontrado, fruto apenas de almas extremamente elevadas. A pessoa que experimenta esse amor demonstra ter uma compaixão intensa, e uma empatia rara. Essa pessoa sentiria (e talvez expressaria) seu amor pela natureza, os animais, as plantas e a humanidade como um todo.
De tudo o que foi dito, acredito que fica claro que o amor não é uma emoção pouco específica que nos domina e joga joguinhos com nossa mente e coração. O amor não é algo em que passivamente caímos e sua expressão é múltipla e variada.
O amor é algo que se adquire, por meio da demonstração de respeito pelo outro, pela escolha ativa e deliberada de não me fechar e de me mostrar frio ou alheio frente ao problema do outro. Como nos pede o versículo de Levítico, não devemos ficar impassivos frente à desgraça do outro, ainda que não tenhamos relação alguma com a pessoa. Várias são as correntes que pregam o valor do auto-sacrifício em relação às necessidades dos outros, ou seja, que falam da importância de colocar as necessidades dos outros antes do que as nossas próprias.
Por mais nobre que seja, no entanto, esse é um ponto que deve ser tomado com cuidado e não levado muito ao pé da letra. O dístico de Levítico claramente equipara o amor que sentimentos por nós mesmos ao amor que podemos dar aos outros (Ama ao teu próximo como a ti mesmo). Amar-se a si mesmo é um pré-requisito óbvio e evidente para que se possa vivenciar e expressar o amor na vida. É preciso que primeiro nos valorizemos a nós mesmos se queremos, posteriormente, espelhar esse amor nos outros. Isso não é tão egoísta como parece e qualquer pessoa de bom senso, se parar para pensar um pouco verá que, de fato, só conseguimos despertar em nós o sentimento de proteger ao outro se temos esse sentimento conosco mesmo. Se eu sou uma pessoa que não se importa em sofrer e que acredita que o sofrimento é a melhor coisa do mundo, que tipo de amor eu posso dar ao outro? Que tipo de empatia eu posso manifestar? Mais provavelmente eu acreditarei que a vida é sofrimento e que, todos, devemos sofrer, talvez até alguns mais do que outros. Isso é exatamente o oposto do amor.
Uma das conclusões mais importantes dessa análise talvez seja perceber que os diversos tipos de amor se manifestam nas mais diversas relações e pessoas.... Entre amigos, com a família, com o cônjuge, com estranhos e até de modo pessoal e solitário. Esse é um grande contraste com a tendência moderna de ver o amor como um caso específico e aplicado a apenas um tipo de relação, relação essa na qual esperamos encontrar todos os tipos de amor mencionados presentes em uma só pessoa.
A lição que pode-se tirar daqui é que se queremos vivenciar o amor podemos cultivá-lo em vários locais e de diversos modos. Não precisamos procurar apenas as paixões à primeira vista (que nem amor são) ou apenas os laços que envolvem o componente sexual e erótico. Se estamos sentindo pouco amor podemos simplesmente ligar para um amigo ou sair à rua e dedicar um pouco do nosso tempo a cuidar dos outros que precisam de nós.



[1] Na verdade, ainda existem outros dois tipos de amor mas que não serão abordados aqui. O amor que se tem por uma atividade ou obra – como quando alguém diz “Amo meu trabalho”, ou “Amo esse livro” – e o amor que alguns sentem por D’us (ou o Universo, a Energia Cósmica, como se queira chamar). Nesses dois casos o amor não surge como desejo de cuidar, obviamente, mas como fruto do respeito que temos pelo objeto do amor, seja nosso trabalho, seja um objeto de que gostamos, seja D’us. 

domingo, 22 de junho de 2014

Coragem: acredite em você!

by Márcia De Lucena Saraceni

A palavra Fé e Acreditar têm algo em comum: a Confiança. Segundo o dicionário Michaelis, a palavra acreditar (a +crédito + ar) tem o significado de crer, ter como verdadeiro, ter confiança. Já a palavra Fé, também significa confiança. Assim podemos supor que, quem tem fé, acredita e confia ou quem acredita, tem fé e confia. Quem já ouviu a frase: “a fé remove montanhas” ou a letra de uma música que fala “quem acredita, sempre alcança” sabe da força que estas palavras carregam em si…
A Fé e o Acreditar podem ter a força de nos impulsionar frente a algum desejo, sonho ou objetivo e o seu contrário tem o poder de nos levar a milhares de quilômetros longe de nossos sonhos e objetivos, pois o antônimo de acreditar é desacreditar e da fé é a descrença.
Quando, em nossas vidas, colocamos a Fé e o Acreditar como forças fora de nós mesmos, ou seja, em amuletos ou pessoas, corremos sérios riscos de desabarmos quando estes não estão por perto. O conto abaixo traz uma excelente reflexão sobre este assunto.
A Espada Mágica
“Existe uma história muito, muito antiga, do tempo dos cavaleiros em brilhantes armaduras, sobre um jovem comum que estava com muito medo de testar sua habilidade com as armas, no torneio local.
Certo dia, seus amigos quiseram pregar-lhe uma peça e lhe deram de presente uma espada, dizendo que tinha um poder mágico muito antigo. O homem que a empunhasse jamais seria derrotado em seu combate.
Para surpresa deles, o jovem correu para o torneio e pôs em uso o presente, ganhando todos os embates. Ninguém jamais vira tanta velocidade e ousadia na espada.A cada torneio, a notícia de sua maestria se espalhava, e não tardou a ser ovacionado como o primeiro cavaleiro do reino.Por fim, achando que não faria mal nenhum, um dos seus amigos revelou a brincadeira, confessando que o instrumento não tinha nada de mágico, era só uma espada comum.Imediatamente o jovem cavaleiro foi dominado pelo terror.De pé na extremidade da área de combate, as pernas tremeram, a respiração ficou presa na garganta e os dedos perderam a força.Incapaz de continuar acreditando na espada, ele já não acreditava mais em si mesmo.E nunca mais competiu.”
Acreditem em vocês sempre, esbanjem alegria, coragem, digam a si mesmos o quanto são capazes, mesmo que as circunstâncias estejam contra, pois elas funcionam exatamente como a mola que precisamos para seguir em frente e enfrentar a vida.
Márcia de Lucena Saraceni

Pensar no coletivo e agir no individual

Todos nós desejamos uma sociedade melhor, sem violência, sem discriminação, com mais justiça… E falamos sobre estas questões como se a solução estivesse muito distante, nos governantes, nas escolas, no vizinho… Mas, qual a parte que nos cabe nesta tarefa? A mudança pode começar em pequenas ações individuais, impulsionando uma mudança coletiva.
O texto de hoje, escrito por Geraldo Eustáquio de Souza, fala sobre estas questões tão antigas e ao mesmo tempo tão atuais.
“Alguns dos grandes problemas que a humanidade enfrenta neste avançadíssimo século XXI ainda são os mesmos que enfrentava no século X, no auge daquela atrasadíssima Idade Média. E se a gente olhar direito, vai acabar descobrindo que os grandes problemas de hoje ainda são os mesmos do século 20… Antes de Cristo!
Olhando a história recente da civilização, a gente conclui que, nos últimos 50 anos, a humanidade mexeu em tudo e não mudou praticamente nada. Vejamos:
1 – Continuamos a nos matar uns aos outros, exatamente como fazíamos há dez mil anos. Só que, em vez de paus e pedras, agora usamos armamentos ultra-mais-do-que sofisticados;
2 – Embora os governantes procurem apresentar-se sempre como modernos e progressistas, nossos sistemas de governo ainda são antigos e conservadores. O discurso é sempre de participação democrática mas, na prática, o que vale mesmo é a antiquíssima regra onde “manda quem pode e obedece quem tem juízo”…
3 – Ao contrário da política, a ciência evoluiu incrivelmente, ao ponto de conseguir decifrar o próprio código da vida. Mas nem por isso tornou-se capaz de nos proporcionar uma vida mais justa e solidária, com alimento, saúde e segurança para todos os habitantes deste planeta.
4 – Podemos falar instantaneamente com alguém distante de nós muitas horas de jato.Entretanto, no nosso dia-a-dia, ainda é complicadíssimo manter um diálogo aberto e produtivo com o nosso próprio vizinho do lado.
5 – Em vez de cuidar da casa e das crianças, as mulheres conquistaram o direito de trabalhar fora, até então privilégio exclusivo do homem. Mas o homem, por conveniência, resiste em assumir tarefas do lar que ainda considera “serviço de mulher”. Por causa disso, a maioria das mulheres que trabalham fora cumprem jornada de trabalho de quatro expedientes diários, sendo dois em casa – um, antes de saírem pela manhã e o outro depois de retornarem do trabalho, ao final do dia.
6 – A escravidão acabou, mas multidões de pessoas permanecem escravas de trabalhos forçados, que realizam sem nenhum entusiasmo, apenas em razão da própria sobrevivência ou, pior, pela compulsão de atenderem irrefreáveis estímulos para o consumo, permanentemente criados e mantidos por uma mídia onipresente na vida de todos nós.
7 – Para agravar o quadro, além de velhos “problemas de estimação” herdados do passado, novas e gravíssimas questões de “vida ou morte” estão aí, exigindo soluções de curtíssimo prazo, como o esgotamento dos recursos naturais, a poluição do meio-ambiente e o aquecimento global.
Porém o problema mais arraigado e mais difícil de ser solucionado, tanto hoje como em todas as épocas, continua sendo a aceitação da diversidade em lugar da uniformidade:
- A aprovação social da pluralidade de idéias e comportamentos em lugar do respeito cego e monótono a dogmas e tabus completamente velhos e ultrapassados, que não fazem mais nenhum sentido;
- A prática da tolerância e do respeito às diferenças individuais, em vez da repressão e marginalização dos que não se enquadram aos padrões de conduta determinados unilateralmente pela sociedade;
- A liberdade de expressão em vez da discriminação e exclusão de pessoas em função da cor de sua pele, da sua nacionalidade, idade, sexo, gênero e/ou preferência sexual, da sua ideologia política, crença religiosa, nível de renda, escolaridade ou classe social. 
O século XXI possui, em tese, as melhores condições de toda a história da humanidade para estarmos vivendo no melhor de todos os mundos. Entretanto, como coletividade, continuamos a viver no inferno de sempre. O que era pra ser o século do prazer e da celebração, tem sido apenas motivo de luto e dor. O que era pra ser o século da libertação e da inteligência, muito sutilmente tem trazido de volta a tirania da ignorância, das doutrinas fundamentalistas de toda espécie, da censura, da intolerância, do totalitarismo e seus mecanismos clássicos de tortura e repressão.
Os responsáveis por esse atraso de idéias e pela ausência de ações de mudança somos nós mesmos. Em termos coletivos,  ainda estamos muito longe de atingir um grau de crescimento pessoal suficientemente sólido e estável, que nos habilite a voar mais alto, mantendo os pés firmes no chão. Na falta desse amadurecimento pessoal e social, ou voamos sem base segura – e acabamos nos esborrachando no chão – ou permanecemos parados no mesmo lugar, completamente imobilizados por um pavor crônico de enfrentar as mudanças necessárias.
Estou convicto de que, tanto a solução dos nossos velhos problemas sociais quanto o sonhado progresso coletivo que todos desejamos alcançar só pode ser obtido mediante pequenos avanços individuais de cada um de nós, membros da grande família humana.
Desenvolvimento Social só acontece a partir do esforço pessoal de cada um para realizar o seu próprio Desenvolvimento Pessoal.”
Pense nisso!
Márcia de Lucena Saraceni

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Solstício de inverno, 21 de junho

Posted by  on June 19, 2014
solsticio-inverno-sul-junho
O Solstício é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno e do verão. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho no hemisfério sul (Solstício de inverno no sul e verão no norte) e 22 de Dezembro (Solstício de inverno no norte e verão no sul) no hemisfério norte.
Edição e Imagens:  Thoth3126@gmail.com
A palavra solstício vem do latim; (Sol), e sistere (que não se move). Na astronomia, o solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento  aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação  em latitude, medida a partir da linha do equador.
Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. O Solstício de inverno para nós do hemisfério sul acontece às 10:51 horas pelo horário de Brasilia, do próximo dia 21 de junho, sábado, quando se inicia o inverno no Brasil e temos a noite mais longa do ano. Quando ocorre no verão em dezembro, significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
trópico-capricórnio
O Trópico de Capricórnio
O solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Embora sua data não seja a mesma em todos os anos, pode-se dizer que ocorre normalmente por volta do dia 22 de Dezembro no hemisfério norte e 21 de Junho no hemisfério sul. Esse momento não é fixo no calendário gregoriano em função do ano tropical da Terra não ser um múltiplo exato de dias.
Devido à órbita elíptica da Terra ao redor do sol ao longo do ano, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio), em conformidade com a segunda lei de Kepler.
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão do hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Capricórnio (linha imaginária que passa próximo à cidade de Itaí, no estado de São Paulo). No solstício de verão do hemisfério norte, ocorre o mesmo fenômeno no Trópico de Câncer.
tropico-de-capricornio-spaulo
Indicação da linha imaginária do Trópico de Capricórnio na rodovia SP-255, próximo a Itaí, estado de São Paulo.
Esta data tinha grande importância para diversas culturas antigas que geralmente realizavam celebrações e festivais ligados às suas crenças religiosas.
Em várias culturas ancestrais à volta do globo, o solstício de inverno era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com o Natal das religiões pagãs. O solstício de inverno, o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começa a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas das mitologias persa e hindu referenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do “Sol Vencedor”, marcada pelo solstício de inverno, nesse caso em dezembro no hemisfério norte.
A cultura do Império Romano incorporou a comemoração dessa divindade através do Sol Invictus. Com o enfraquecimento das religiões pagãs, a data em que se comemoravam as festas do “Sol Vencedor” passaram a referenciar o Natal, numa apropriação destinada a incorporar as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas ao cristianismo.
Chineses
No calendário chinês, o solstício de inverno chama-se dong zhi (em português: chegada do inverno) e é considerado uma data de extrema importância, visto ser aí festejada a passagem de ano.
roda-do-ano-celta
A Roda do Ano da passagem do tempo na cultura Celta, no hemisfério norte.
Cultura Celta
A Roda do Ano é o calendário que simboliza a concepção de tempo dos Celtas e que era um tanto quanto diferente da atual, semelhantemente ao zodíaco. Eles não viam a passagem do tempo de forma linear, mas circular, cíclico. Seus calendários levavam em conta não só o ciclo solar, como é o nosso calendário atual, mas também o ciclo lunar. Originários da tradição celta, os Sabbats ocorriam oito vezes ao ano, levando-se em conta a posição da Terra com relação ao Sol: nos Equinócios e Solstícios.
Nessas ocasiões, eram homenageadas duas divindades: a Deusa Mãe, ou simplesmente a “Deusa”, que simboliza a própria terra (o princípio feminino), e o Deus Cornífero, O Gamo Rei, o protetor dos animais, dos rebanhos e da vida selvagem (o princípio masculino). Já em outros ramos do Paganismo, outros Deuses eram adorados, pois que nem todos tem essas duas únicas figuras centrais.
Roma antiga
Entre os romanos os festivais eram muito populares. O período marcava a Saturnália, em homenagem ao deus Saturno. O deus persa Mitra, também cultuado por muitos romanos, teria nascido durante o solstício. Divindades ligadas ao Sol em geral eram celebradas no solstício também. Com a criação do catolicismo e a igreja de Roma em 325 d.C no Império Romano houve, por parte da Igreja Católica, uma tentativa de cristianizar os festivais “pagãos”.
stonehenge
Stonehenge na Inglaterra, monumento perfeitamente alinhado com os solstícios e equinócios.
Há indícios de que a data de 25 de Dezembro foi escolhida para representar o nascimento de Jesus Cristo já no século IV (a data foi determinada pelo imperador romano Constantino). Há evidência bíblica de que Jesus não teria nascido durante o inverno, no oriente médio, pois no momento do nascimento, pastores estavam cuidando de seus rebanhos nas vigílias da noite, e o período do solstício, visto como o renascimento do Sol, carrega forte representatividade. Além disso, conseguiu se aproveitar a popularidade das festividades pagãs de Roma.
Neopaganismo e Europa pré-cristã
Hoje esta data é revivida na celebração do Sabbat Neopagão Yule. Que revive algumas antigas tradições religiosas dos povos europeus pré-cristãos. Os povos da Europa pré-cristã, chamados pelos católicos de pagãos, tinham grande ligação com esta data. Segundo alguns, monumentos como Stonehenge eram construídos de forma a estarem orientados para o pôr do sol do solstício de inverno e nascer do sol no solstício de verão.
Permitida a reprodução desde que mantida a formatação original e mencione as fontes.

quarta-feira, 18 de junho de 2014



O que são Crianças e Adultos Indigo e Cristal?

Imagem
 
Como é que você sabe se você, ou alguém que conhece, é uma criança ou adulto Indigo ou Cristal?
Nós vamos descrever as particularidades e caracteristicas principais destas pessoas. Mas queremos destacar que o fenómeno Indigo/Cristal é o próximo passo na nossa evolução como espécie humana. Nós estamos todos, de certa maneira, nos tornando Indigos e Cristais. Elas estão aqui para nos mostrar o caminho, e por isso a informação pode no geral ser aplicada a todos nós, à medida que nós fazemos a transição para a próxima etapa do nosso crescimento e evolução.
As Crianças Indigo têm encarnado na Terra nos ultimos 100 anos. Os primeiros Indigos eram pioneiros e mostradores de caminho. Depois da Segunda Guerra Mundial, nasceram um numero significante delas, e estes são os adultos Indigo de hoje. No entanto, na década 70 uma onda grande de Indigos nasceu, e por isso agora temos uma geração inteira de Indigos que estão agora nos fins dos seus vinte anos e no principio dos seus trinta anos e que irão tomar o seu lugar como lideres deste mundo. Os Indigos continuaram a nascer até mais ou menos o ano 2000, com mais habilidades e maior grau de sofisticação tecnológico e criativo.
As Crianças Cristais começaram a aparecer no planeta a partir de 2000, embora alguns digam que começaram a aparecer um pouco mais cedo. Estas crianças são extremamente poderosas, e o objetivo principal delas é levar-nos ao próximo nível de evolução, para revelar-nos o nosso poder interior e divindade. Elas funcionam como uma consciência de grupo em vez de individuais, e vivem pela “Lei da Unidade” ou Consciência de Unidade. Elas são uma poderosa força de amor e de paz no planeta.
Os Adultos Indigos e Cristais são compostos de dois grupos. Em primeiro, existe aqueles que nasceram como Indigos e que estão agora fazendo a transição para Cristais. Isto quer dizer que eles passarão por uma transformação espiritual e fisica que acorda a sua consciência “Cristica” ou “Cristal” e que os liga às Crianças Cristais como parte da onda evolucionária de mudança. O segundo grupo são aqueles que nasceram sem estas qualidades, mas que as adquiriram trabalhando arduamente e seguindo diligentemente um caminho espiritual. Sim, isto quer dizer que todos nós temos o potencial de ser parte deste “grupo” emergente de “anjos humanos”.
O seguinte extrato descreve a diferença entre Crianças Cristais e Indigos. É do artigo “Crianças Indigos e Cristais” da Doreen Virtue:
A primeira coisa que a maior parte das pessoas observa nas Crianças Cristais são os seus olhos, grandes, penetrantes, e a sua imensa sabedoria. Os olhos delas fixam-se em você e te hipnotizam, enquanto você chega à conclusão que a sua alma está sendo revelada para a criança. Talvez tenha se apercebido desta nova e especial “raça” de crianças que está a povoar rapidamente o nosso planeta. Elas são felizes, encantadoras e inclinadas ao perdão. Esta geração nova de “trabalhadores de luz”, tem idades mais ou menos entre os 0 a sete, e são totalmente diferentes das gerações anteriores. Sendo ideal em vários aspectos, elas apontam na direção para onde a humanidade está se dirigindo… e é uma ótima direção!
As crianças mais velhas (aproximadamente com a idade entre os 7 e 25), e que se chamam “Crianças Indigo”, partilham algumas caracteristicas com as Crianças Cristais. As duas gerações são bastante sensiveis e psiquicas, e têm objetivos de vida importantes. A maior diferença é o seu temperamento. Indigos têm um espirito de guerreiro, porque o seu propósito coletivo é de esmagar os velhos sistemas que já são inúteis. Elas estão aqui para pôr termo aos sistemas de governo, educacionais e legais que não têm integridade. Para fazer isto elas precisam de temperamentos e determinação impetuosa.
Aqueles adultos que resistem a mudança e que dão valor à conformidade, podem não perceber os Indigos. Elas são frequentemente e erradamente classificadas com diagnósticos psiquiátricos de Transtorno do Déficit de Atenção com HiperAtividade (TDAH) ou Transtorno do Déficit de Atenção (TDA). Infelizmente, porque elas são medicadas, as Indigos frequentemente perdem a sua bela sensibilidade, dádivas espirituais e energia de guerreiro…. Em contraste, as Crianças Cristais são bem-aventuradas e de temperamento uniforme. Claro, podem ter ataques de fúria ocasionalmente, mas a maior parte destas crianças são inclinadas ao perdão e tranquilas. As Cristais são a geração que beneficia da precursão dos Indigos. Primeiro, as Crianças Indigos lideram com uma machete, cortando tudo que não tem integridade. Depois as Crianças Cristais seguem o caminho aberto para um mundo mais seguro e protegido.
Os termos “Indigo” e “Cristal” foram dados a estas gerações porque eles descrevem com precisão as suas cores de aura e de padrões de energia. As Crianças Indigos têm bastante azul-indigo nas suas auras. Esta é a cor do “chacra do terceiro olho”, que é o centro de energia localizado na cabeça entre as sobrancelhas. Este chacra regula clarividência, ou a habilidade de se ver energia, visões, e espiritos. Muitas das Crianças Indigos são clarividentes.
As Crianças Cristais têm auras opalescentes, com matizes lindas de pastel com côres múltiplas. Esta geração também demonstra uma fascinação por cristais e pedras…..
As Crianças Indigo podem sentir desonestidade, como um cão pode sentir medo. As Indigos sabem quando estão mentindo para eles, sendo manipuladas, ou sendo tratadas de forma condescendente. E como o seu propósito coletivo é nos introduzir a um novo mundo de integridade, os seus detectores interiores de mentiras são indispensáveis. Com mencionei antes, alguns adultos sentem-se ameaçados por este espirito de guerreiro. E as Indigos são incapazes de se conformar com situações disfuncionais em casa, trabalho ou escola. Elas não têm a habilidade de se desassociar dos seus sentimentos e fingir que está tudo bem… a não ser que estejam medicadas ou com sedativos.
Os dons espirituais inatos das Crianças Cristais são também mal compreendidos. Especificamente, as suas habilidades telepáticas, que as levam a falar mais tarde na vida.
No novo mundo que os Indigos estão introduzindo a nós, estaremos muito mais conscientes dos nossos pensamentos e sentimentos intuitivos. Não contaremos tanto com a palavra escrita ou falada. A comunicação será mais rápida, mais direta e mais honesta, pois será de mente para mente. Já nesta altura podemos ver um número de pessoas, e está a aumentar, que estão a tomar contacto com as suas habilidades psiquicas. O nosso interesse no paranormal nunca esteve tão alto, acompanhado por livros, programas de televisão, e filmes sobre o tópico.
Por isso, não é surpreendente que a geração que se segue aos Indigos, seja incrivelmente telepática. Muitas das Crianças Cristais têm padrões de fala retardada, e não é incomum para elas esperarem até terem 3 ou quatro anos para começar a falar. Mas pais dizem-me que não têm problema nenhum em comunicar com as suas crianças silenciosas. Muito longe disso! Os pais metem-se em conversa mental com as suas Crianças Cristais. E as Cristais usam uma combinação de telepatia, de linguagem gestual própria, e de sons (incluindo canção) para transmitir o seu ponto de vista.
A dificuldade começa quando as Cristais são julgadas por médicos ou educadores como tendo padrões de fala “anormais”. Não é coincidência que à medida que o número de Crianças Cristais nascidas aumenta, que o número de diagnósticos de autismo atinge um número recorde.
É verdade que as Crianças Cristais são diferentes das outras gerações. Mas porque é que temos de encontrar razões patológicas para estas diferenças? Se as crianças estão se comunicando com sucesso em casa, e os pais não estão reportando nenhum problema… porque tentar criar problemas? O critério para diagnosticar o autismo é bastante claro. Declara que uma pessoa autista vive no seu próprio mundo, e está desligada das outras pessoas. A pessoa autista não fala por causa de um desinteresse em comunicar com outras pessoas.
As Crianças Cristais são totalmente o oposto. Elas são consideradas como uns dos seres mais ligados, mais comunicativos, mais carinhosos e mais amorosos de qualquer uma das gerações. Também são bastante filosóficas e têm dons espirituais. E elas exibem niveís nunca vistos de bondade e sensibilidade para este mundo. As Crianças Cristais espontaneamente abraçam e preocupam-se com pessoas carentes. Uma pessoa austista não faria isso!
No meu livro “A educação e alimentação das Crianças Cristais”, eu escrevi que ADHD (que em português é TDAH para Transtorno do Déficit de Atenção com HiperAtividade) devia significar “Atenção Ligada a uma Dimensão Superior”. Isto descreve mais exactamente esta geração. Na mesma veia, as Crianças Cristais não justificam um rótulo de autismo. Elas não são autistas! Elas são FANTÁSTICAS!
Estas crianças merecem respeito, e não rótulos de disfunção. Se há alguém que é disfuncional, são os sistemas que não estão se acomodando a evolução continua da espécie humana. Se nós envergonhamos as nossas crianças com rótulos, ou se as submetemos por medicação, então teremos enfraquecido insidiosamente uma dadiva mandada pelos céus. Nós esmagaremos uma civilização antes que tenha tempo de formar raízes. Afortunadamente, há muitas soluções positivas e alternativas. E o mesmo céu que nos mandou as Crianças Cristais pode nos assistir, nós que defendemos estas crianças……..
 
 
 Fonte: Julia Luah - https://www.facebook.com/julinsluah
 www.omundodegaia.worpress
A Religião do NOVO MUNDO
A RELIGIÃO DO NOVO MUNDO EXPLICADA PELOS MESTRES ASCENSOS

Meus amados leitores, nos últimos 200 anos tem havido, como parte do Plano divino sobre a Terra, um plano dos Mestres Ascensos que rege nosso Governo Espiritual no plano interno para ancorar na terra uma Religião do Novo Mundo, que é uma Religião de Integração, Síntese e de Consciência de Completo Espectro Prismático.
A Religião do Novo Mundo ensina e sugere que todos encontrem o caminho que melhor lhe sirva e não tente forçar ou converter as pessoas para a “Religião do Novo Mundo”, é um caminho Religioso e Espiritual em si que é livre da contaminação e do contágio dos desentendimentos do ego negativo, porém, sua abordagem é para ministrar os ensinamentos de Deus, Cristo e do Espírito Santo, da Poderosa Presença Eu Sou, da Mente Universal, da Mente Super Consciente, dos Mestres Ascensos do plano interno, dos Arcanjos e Anjos da Luz de Deus, dos Mestres Elohim e Extraterrestres e ela está aberta para receber diretamente as canalizações reveladoras e inspiradas diretamente de todas essas Fontes de Sabedoria e Conhecimento.
Os Ministros dessa Religião do Novo Mundo são “Professores de Consciência de Completo Espectro Prismático, Canais, Ministros e Curadores”. Em vez de obterem sua sabedoria e conhecimento de somente um profeta, eles recebem a sabedoria e o conhecimento de toda a Companhia dos Céus.Eles não só estão abertos para aprender de todas essas Fontes de Sabedoria e Conhecimento, como também, fazendo parte dessa Religião do Novo Mundo, estudam todas as Religiões do Mundo, Escolas de Mistério, Caminhos Espirituais, Textos Espirituais, Canais Espirituais, Professores Espirituais, Gurus, Santos e Profetas do passado.
Portanto a Religião do Novo Mundo é um ensinamento de integração, vendo a Religião e o Caminho Espiritual como Deus os vê.
A Religião do Novo Mundo honra enormemente todas as Religiões e Caminhos Espirituais do passado e absorve de todas elas, integra e sintetiza todas elas e freqüentemente menciona seus dizeres,formando uma Bíblia Sintética de tudo.
Porém, esta Religião tem em seu fundamento ensinamentos de temas de Ascensão e dos Mestres Ascensos, tem como seu tema principal ensinar as pessoas a Ascender e Ressuscitar, através de se tornarem Mestres Ascensionados Integrados, Mestres Eu Sou Integrados, e através de se tornarem Cristos Integrados, e Poderosas Presenças Eu Sou Integradas.
Em vez de enfocar naquilo que separa as religiões, os caminhos espirituais e as pessoas ela procura dar enfoque nas semelhanças de todos os Caminhos, da Fraternidade de Deus e na Irmandade dos Homens.
Quando os Sermões são pregados na Religião do Novo Mundo todos os textos das Religiões são honrados e reverenciados, mas também novos ensinamentos são dados diretamente do Espírito e dos Mestres Ascensos. Assim acena com o melhor de todas as Religiões e Caminhos espirituais do passado, mas não fica presa na linha do tempo, cogitando se esse um Profeta ou estes poucos profetas são os únicos que falavam a verdade,é uma Religião que estará sempre evoluindo , que se mantém construindo e continuando a evoluir e crescer .Honra todas as Religiões e Caminhos Espirituais do passado, porém, ela discerne quando a contaminação pelo ego negativo aparece, e mostra como isto aconteceu. No Cristianismo muitos pontos de vista dos fundamentalistas são interpretações errôneas do ego negativo, assim parte da finalidade e a função desta Religião do Novo Mundo é ajudar a limpar e esclarecer alguns desses pontos de contaminação, até mesmo por muitos profetas e Mestres do passado que foram veículos ou canais para todas essas Religiões.



Agora é muito importante entender sobre esta Religião do Novo Mundo o fato de que nela é compreendido que a maioria das pessoas se inclinará por uma religião ou por um Caminho Espiritual mais do que um outro, e isto é visto como bom e totalmente apropriado.A Religião do Novo Mundo não se importa com qual você escolhe, sua única e humilde sugestão é que todas as almas tenham uma mente aberta, e que estejam dispostas a estudar e aprender os ensinamentos de todas as religiões e de todos os caminhos Espirituais, e ela não quer tentar mudar seu caminho ou seu enfoque peculiar favorito, mas somente conseguir que você tenha uma Consciência mais Completa , uma consciência mais eclética, uma consciência mais integrada e sintética do caminho peculiar que você escolheu.Isto criará um maior entendimento e compaixão entre as pessoas. Isto também acelerará enormemente seu próprio caminho Espiritual e entendimento.
Na Religião do Novo Mundo a Mãe Divina, as Mestras e as Fraternidades de Deusas são tão honradas e reverenciadas como o Pai Celestial e os Sistemas Patriarcais das religiões e ensinamentos Espirituais que tem permeado a consciência da humanidade por tempos imensuráveis.
De nenhuma maneira modela ou forma, ou procura abolir as Religiões existentes, para substituí-las com a Religião do Novo Mundo, procura justamente o contrário criar Unidade entre todas as religiões, criar toda uma disposição de aprender de todas as religiões, e o desejo de limpar as Religiões do Mundo de qualquer contaminação do ego negativo não como uma Autoridade Suprema mas como uma igual entre iguais.
Na Religião do Novo Mundo há um tremendo enfoque no desenvolvimento e refinamento de sua consciência, desenvolvendo uma Psicologia Espiritual própria, tornando você correto consigo mesmo, correto com Deus e correto com todos os seus relacionamentos. Tornar-se um Mestre em vez de uma vítima e ser a causa em vez do efeito, tornar você mesmo um Mestre e um co-criador com Deus .
Há também uma tremenda importância em passar pelos seus testes e lições Espirituais na vida.
Em vez de adorar uma pessoa física como o Cristo, o foco está no Cristo interno dentro de si. Em verdade a Religião do Novo Mundo é a primeira religião a se manifestar na Terra como uma Religião de Consciência de Grupo e não baseada num único ensinamento, Profeta ou Mestre.
O foco supremo da Religião do Novo Mundo é também o de ver que todas as Religiões e todos os caminhos Espirituais levam a Deus, não se enreda em semânticas ou termos,qualquer palavra que você escolha usar para chamar Deus, Cristo , está perfeitamente bem.